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China ativou um "Plano Marshall" para energias renováveis ​​em 2011 e entrega mais do que apenas a descarbonização do planeta

Compromisso da China com as energias renováveis ​​não se limita à capacidade instalada; Plano fornece ferramentas para países em desenvolvimento com duplo objetivo: descarbonizar o planeta e investir estrategicamente.

2 fev 2026 - 16h13
(atualizado em 2/2/2026 às 18h01)
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Foto: Xataka

Entre 1948 e 1952, os Estados Unidos gastaram US$ 13,3 bilhões na reconstrução da Europa Ocidental após a Segunda Guerra Mundial. Essa estratégia ficou conhecida como "Plano Marshall". Agora, a China tem seu próprio Plano Marshall, focado em acelerar o desenvolvimento de tecnologias "verdes" em escala global e está redesenhando o mapa energético dos países em desenvolvimento.

Plano Marshall Verde

Estima-se que, desde 2011, a China tenha investido impressionantes US$ 227 bilhões em mais de 450 projetos de produção de novas energias. Desse montante, cerca de 88% se concentraram a partir de 2022, o que demonstra uma aceleração expressiva em seu plano.

Um dos pilares da política externa do governo Xi Jinping é a Iniciativa Cinturão e Rota (Belt & Road Initiative, BRI). A ideia era criar um novo conceito de relações internacionais baseado no livre comércio, tomando a antiga Rota da Seda como modelo (algo que a China adotou).

Grande parte desse investimento em energia verde está sendo direcionado aos países da BRI, e somente em 2024 a China investiu US$ 11,8 bilhões em energia verde. Nos primeiros seis meses de 2025, o investimento foi de US$ 9,7 bilhões, o que demonstra outra aceleração na expansão de sua política verde para além de suas fronteiras.

Superprodução como alavanca para a mudança

E, se a pergunta é "por quê?", a resposta é "porque podem". Embora a China continue a extrair carvão e queira se tornar uma potência petrolífera, também tem apoiado fortemente o setor de ...

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