Andrew Garfield diz que filme "Artificial", sobre OpenAI, volta foco para criadores de "novo mundo"
O filme "Artificial", dirigido por Luca Guadagnino, retrata a ascensão da OpenAI e a demissão e recontratação de Sam Altman em 2023. Com Andrew Garfield no papel do CEO, o longa explora os bastidores da inteligência artificial, debates éticos e tensões com o cofundador Ilya Sutskever. Segundo Garfield, a produção busca expor e compreender os líderes que moldam esse novo mundo, em um momento de crescentes preocupações sobre a tecnologia escapar ao controle humano.
A curiosidade e o medo impulsionaram a atuação do ator Andrew Garfield no filme "Artificial", de Luca Guadagnino sobre a OpenAI, que estreou no Festival de Cinema de Londres no domingo.
Garfield interpreta o presidente-executivo da OpenAI, Sam Altman, no filme, que se desenrola ao longo de duas décadas e narra a concepção e o crescimento da empresa de inteligência artificial por trás do ChatGPT, bem como a dramática demissão e recontratação de Altman em 2023.
"Acho que o motivo pelo qual me senti atraído pelo projeto foi simplesmente pura curiosidade e medo, além de realmente tentar compreender, da forma mais profunda possível, as pessoas que estão nos conduzindo para essa próxima fase do mundo", disse Garfield.
"Há um senso de coragem, imaginação e resiliência que essas pessoas no topo dessas empresas devem ter, a capacidade de suportar tantas críticas e um olhar tão minucioso sobre elas como pessoas. E é importante que façamos isso porque precisamos saber quem está no poder e quem está criando nosso novo mundo", disse ele.
Garfield, que também estrelou o filme de 2010 sobre a origem do Facebook, "A Rede Social", não entrou em contato nem se encontrou com Altman durante a preparação para o papel.
"Não conheço o Sam e sinto muita compaixão por uma pessoa que tem quase a minha idade e sobre a qual está sendo feito um filme", disse Garfield. "Não é sobre ele, mas é uma ideia do que essa história representa e do papel que ele desempenha nela."
A OpenAI não respondeu a um pedido de comentário da Reuters. Em entrevista à Vanity Fair, Altman disse que não esperava uma "representação fiel".
Com roteiro de Simon Rich, roteirista do "Saturday Night Live" vencedor do Emmy, "Artificial" é estrelado pelo russo Yura Borisov, indicado ao Oscar, no papel do cofundador e ex-cientista-chefe da OpenAI, Ilya Sutskever, que deixou a empresa após seu envolvimento na breve destituição de Altman. O filme aborda as divergências éticas e o conflito sobre a segurança da IA entre Altman e Sutskever, que foi aluno de Geoffrey Hinton, conhecido como o "Padrinho da IA", interpretado no filme por Mark Rylance.
O filme também conta com Ike Barinholtz no papel do presidente-executivo da Tesla, Elon Musk. Monica Barbaro interpreta Mira Murati, ex-diretora de tecnologia da OpenAI. Filmado em 2025, o longa chega em um momento de crescentes preocupações provocadas por ataques de ferramentas de IA da OpenAI e da Anthropic contra sistemas de terceiros, que geraram temores de que a tecnologia possa escapar do controle humano.
"É tão fascinante fazer um filme como este quando o tema é tão relevante neste momento", disse Barbaro. "Estávamos no set, vendo duas pessoas discutindo no Twitter, as quais estávamos interpretando neste filme. Foi realmente incrível viver essa experiência. É emocionante e também muito desafiador, porque você quer ser fiel à realidade, mas a verdade parece mudar a cada mês."
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