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Alimentos frescos impulsionam demanda pelo Amazon Now no Brasil, diz executiva

7 jul 2026 - 09h29
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A oferta de alimentos ‌frescos ajudou a impulsionar a demanda pelo novo serviço de entrega em até 15 minutos da Amazon no Brasil, levando a empresa a ampliar em 15% o sortimento de produtos nessa vertical no país, disse uma executiva da companhia à Reuters.

A Amazon lançou o serviço conhecido como Amazon Now em ⁠algumas grandes cidades dos Estados Unidos no ano passado, prometendo entregas em até ‌30 minutos.

Posteriormente, expandiu a operação para outros mercados — incluindo México, Índia, Japão e Reino Unido — com foco na entrega ultrarrápida de itens essenciais do dia ‌a dia e produtos de supermercado, segmentos ‌que se tornaram centrais para seu evento promocional Prime Day nos ⁠EUA.

"A gente está bem surpreso positivamente com a aceitação de produtos frescos, que ainda não vendíamos", disse à Reuters a diretora de shopping experience da Amazon Brasil, Fernanda Grumach.

O serviço marca a estreia da Amazon no segmento de alimentos frescos e congelados no Brasil, país que se tornou uma prioridade para ‌a empresa norte-americana e de onde a rival global Walmart saiu na década ‌passada.

A Amazon lançou o Amazon ⁠Now em março ⁠inicialmente em áreas selecionadas de oito cidades brasileiras e vem expandindo a cobertura, afirmou ⁠Grumach, incluindo a chegada a Osasco, na ‌região metropolitana de São ‌Paulo.

Desde o lançamento no Brasil, a Amazon ampliou em 15% o sortimento de produtos disponíveis no Amazon Now, "crescendo muito" a oferta de frutas, legumes e verduras, segundo ela. A Amazon não forneceu detalhes adicionais sobre o ⁠desempenho de vendas.

No Brasil, a Amazon já compete fortemente com o Mercado Livre e a Shopee, e pode vir a enfrentar em breve maior concorrência com o iFood — que domina o mercado de entrega de refeições no país.

Tanto no Brasil quanto no México, ‌a Amazon firmou parceria com o aplicativo de entregas colombiano Rappi para o Amazon Now, o que inclui o compartilhamento de hubs logísticos. A Amazon ⁠lançou o serviço no México no final do ano passado.

A Copa do Mundo impulsionou a demanda no Brasil por itens como figurinhas, petiscos e bebidas, disse Grumach em entrevista na semana passada — antes de a seleção brasileira ser eliminada para a Noruega no domingo. 

Não existe um manual global único para o Amazon Now, uma vez que os fatores que impulsionam a demanda podem variar de um lugar para outro, mas alguns mercados podem oferecer indícios do que está por vir, segundo ela.

"Por exemplo, o México abriu a Copa do Mundo, então a gente ficou muito de olho em como era a demanda de Amazon Now lá, para falar 'Vamos estar preparados aqui'", disse ela. 

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