A operação oculta que lucra bilhões com o caos no Irã e a "tática" inesperada que faz a Europa faturar mais com a guerra
Algo que exige relativamente poucos ativos físicos
Quando conflitos explodem na Península Arábica, a primeira imagem que costuma vir à mente é a dos produtores de petróleo lucrando com a alta dos preços. Mas há outro negócio, muito mais discreto, que vem gerando bilhões de dólares: o comércio global de petróleo e gás.
Segundo uma análise publicada pela The Economist, as grandes petroleiras europeias transformaram suas divisões de trading em verdadeiras máquinas de lucro. BP, Shell e TotalEnergies movimentam diariamente entre 40 e 50 milhões de barris equivalentes de petróleo, um volume até dez vezes superior ao que produzem diretamente.
A guerra como lucro
O mais curioso é que esse dinheiro não depende apenas do preço do petróleo subir. O segredo está em aproveitar diferenças de preço entre regiões, momentos e tipos de combustível. Quanto maior a volatilidade causada por guerras, sanções ou crises energéticas, mais oportunidades surgem para comprar onde está barato e vender onde há escassez.
É justamente por isso que a guerra envolvendo o Irã acabou beneficiando essas operações. A publicação estima que apenas em 2026 as áreas de trading das três gigantes europeias possam gerar entre US$ 15 bilhões e US$ 20 bilhões em lucro antes dos impostos, representando algo entre 15% e 20% dos lucros combinados das empresas. Como o trading exige relativamente poucos ativos físicos, sua contribuição para a rentabilidade total é ainda maior.
Um dos exemplos mais impressionantes ocorreu após os bombardeios ao Irã. Inicialmente, alguns ...
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