Cientistas estão produzindo "sensação de dor" em máquinas e isso pode ajudá-las a se autopreservar
Imagine torcer o tornozelo durante uma corrida. A dor faz com que você mude imediatamente a forma de caminhar para evitar que a lesão piore. Agora, pesquisadores acreditam que máquinas também poderiam se beneficiar de um mecanismo semelhante.
Um novo estudo liderado por cientistas da Universidade de Tecnologia de Delft, na Holanda, demonstrou que drones podem identificar sinais de que estão prestes a perder o controle antes que um acidente aconteça. A pesquisa não faz as máquinas "sentirem dor" literalmente, mas cria um sistema que funciona de maneira parecida: ele detecta que algo está errado e leva o equipamento a mudar seu comportamento para se proteger.
Inspirado na natureza
A ideia surgiu de um conceito conhecido como desaceleração crítica, estudado há anos por ecologistas.
Na natureza, ecossistemas saudáveis costumam se recuperar rapidamente após uma perturbação, como uma seca. Mas, à medida que ficam mais frágeis, essa recuperação passa a demorar cada vez mais. Esse atraso funciona como um sinal de alerta de que o sistema está próximo de um ponto crítico de colapso.
Os pesquisadores decidiram verificar se esse mesmo princípio poderia ser aplicado a sistemas de engenharia, como drones, robôs e veículos autônomos.
Segundo Jasper van Beers, um dos autores do estudo, a proposta é oferecer às máquinas algo equivalente ao papel que a dor desempenha nos seres humanos: um aviso de que continuar operando da mesma forma pode resultar em falha.
Testes levaram drones ao limite
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