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A lição transformadora da psicologia sobre o trauma: curar não é apagar o passado, mas impedir que ele continue comandando o seu presente

A psicologia mostra que seguir em frente não significa apagar experiências difíceis, mas entender por que certas lembranças ainda influenciam nossas escolhas, relações e reações

17 set 2026 - 09h37
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Resumo
Segundo o psiquiatra Bessel van der Kolk em seu livro "O Corpo Guarda as Marcas", o trauma psicológico afeta o corpo e as emoções, e não apenas a memória, gerando reações intensas a gatilhos cotidianos. A psicologia propõe que a cura emocional não significa apagar o passado doloroso, mas sim integrá-lo à história da pessoa de modo que ele deixe de comandar suas reações, devolvendo a plena capacidade de viver o presente.
Psicologia
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Foto: shutter / Xataka

Bessel van der Kolk, psiquiatra e pesquisador conhecido pelos estudos sobre trauma psicológico, popularizou uma perspectiva que ajuda a explicar por que algumas experiências continuam influenciando a vida mesmo anos depois de terem acontecido. Em O Corpo Guarda as Marcas, seu livro sobre o tema, ele mostra como situações traumáticas podem deixar marcas que não se limitam à memória, alcançando o corpo, as emoções e a maneira como uma pessoa se relaciona com o mundo.

Essa perspectiva também ajuda a entender uma ideia central sobre a recuperação emocional: curar não significa apagar o que aconteceu, mas recuperar a capacidade de viver o presente sem deixar que aquela experiência determine cada reação. A ideia muda também a forma de enxergar o próprio processo de recuperação, já que lembrar de algo doloroso não significa necessariamente continuar preso a ele. O passado continua fazendo parte da história, mas a diferença é o espaço que ele ocupa na vida atual.

O trauma pode continuar presente mesmo quando o acontecimento já passou

Mesmo depois que uma situação ruim termina, suas consequências podem continuar afetando a vida da pessoa. Para Bessel van der Kolk, o trauma pode afetar o corpo e as reações emocionais, e não apenas a memória. Isso ajuda a entender por que determinadas situações aparentemente comuns podem provocar respostas no organismo muito mais intensas do que seria esperado. Um comportamento, uma conversa, um ambiente ou até uma sensação podem funcionar como gatilhos ...

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