4 anos atrás a China não era ninguém na indústria de chips; agora, tem 3 fabricantes no top 20
As restrições dos EUA acabaram acelerando aquilo que pretendiam frear: a China triplicou sua presença entre os grandes fabricantes de equipamentos para semicondutores
Em 2022, a China tinha apenas um fabricante de equipamentos para chips entre os 20 primeiros do mundo. Em 2026, passou a ter três. Como isso aconteceu? As sanções dos EUA, projetadas para limitar o acesso chinês a essa tecnologia avançada, acabaram impulsionando justamente o contrário: a indústria local se fortaleceu e foi aumentando sua independência.
Esse avanço questiona o domínio tecnológico ocidental em um setor crítico. Além disso, está gerando, no momento, uma guerra comercial. A fabricação de máquinas para produzir semicondutores era uma fraqueza chinesa e agora está se tornando uma alternativa real. E a velocidade com que isso está acontecendo nos mostra que as restrições comerciais podem acabar sendo contraproducentes.
Os protagonistas:
- A Naura Technology Group saltou da oitava para a quinta posição mundial em vendas, com um crescimento de 21% no ano passado.
- A Advanced Micro-Fabrication Equipment (AMEC) entrou diretamente na 13ª posição com sistemas de gravação capazes de produzir chips de 5 nanômetros.
- A Shanghai Micro Electronics Equipment ocupa o vigésimo lugar, fabricando equipamentos de litografia que, embora menos avançados que os da ASML, cobrem parte da demanda chinesa.
Há três anos, a China fabricava localmente apenas 10% de seu equipamento para semicondutores. Hoje, esse número está entre 20% e 30%, segundo Tetsuo Omori, analista da Techno Systems Research, em declarações ao Nikkei Asia. O governo investiu muito dinheiro por meio de fundos nacionais e ...
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