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Arruda deve manter sua versão em depoimento
Arruda já admitiu conhecimento da lista de votos no Plenário (AJB)

Sexta, 27 de abril de 2001, 08h02
Irritado com o depoimento do senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) ao Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, o ex-líder do governo no Senado José Roberto Arruda (sem partido-DF) vai manter a partir das 9h de hoje, diante dos conselheiros, a versão de que se interessou pela quebra de sigilo do painel eletrônico da Casa a pedido do baiano.

A amigos, Arruda mostrou-se indignado com a afirmação de ACM de que não pediu informações sobre a lista da votação secreta da cassação do ex-senador Luiz Estevão (PMDB-DF). "Se ele não pediu, por que então ficou com a lista?", indagou Arruda, logo depois da exposição inicial do ex-presidente do Senado.

No depoimento, o ex-líder do governo também vai dar mais detalhes da reunião em que discutiu com ACM a possibilidade de violar o painel eletrônico. Segundo a versão de Arruda, o ex-presidente do Senado omitiu uma conversa entre ambos que acabou levando o ex-líder do governo a consultar Regina Borges, ex-diretora do Centro de Processamento de Dados do Senado (Prodasen), sobre a quebra do sigilo dos votos dos senadores. "Estou tranqüilo porque sei que estou dizendo a verdade", teria dito Arruda.

Ontem, pelo terceiro dia consecutivo, o ex-tucano não foi ao Senado. Preferiu assistir ao depoimento de ACM pela TV com advogados e a mulher, Mariane Vicentini. Assim que o ex-presidente do Senado terminou sua exposição, Arruda telefonou para assessores do Senado. Queria saber qual o sentimento dos senadores e a repercussão junto aos parlamentares do discurso de ACM. Ficou contente ao saber que o depoimento estava sendo recebido com ceticismo.

Arruda foi aconselhado por seus advogados a não dar nenhuma declaração, concentrando-se em seu depoimento. Na segunda-feira, o parlamentar havia subido à tribuna do Senado e confessado envolvimento na violação do sigilo do painel eletrônico.

A expectativa desde quarta-feira era de que o ex-líder do governo renunciasse ao mandato. Arruda não adotou, no entanto, essa atitude, e decidiu aguardar o depoimento de ACM. Tinha esperanças que o ex-presidente do Senado conseguisse convencer os colegas de que não haviam agido premeditadamente e de má-fé. Dessa forma, ambos ficariam livres da abertura do processo de cassação. Mesmo depois do depoimento de ACM, assessores de Arruda garantiram que não existe nenhuma chance de o parlamentar renunciar a seu mandato nos próximos dias. "As chances de ele (Arruda) renunciar são nulas porque, se fizesse isso, deixaria ACM com a verdade", argumentou um correligionário.

Acompanhe a transmissão online do depoimento do senador José Roberto Arruda (sem-partido-DF) na Conselho de Ética do Senado, a partir das 9h, no Terra.

Saiba tudo sobre o depoimento do senador Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA):
» ACM nega ter pedido lista e diz que agiu "para preservar a Casa"
» Contradições complicam ACM
» Leia os principais lances do depoimento
» Jornal da Lilian: ACM joga culpa em Arruda
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Redação Terra

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