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MST retoma ocupações de prédios públicos em vários Estados

Segunda, 11 de setembro de 2000, 20h05min
Atualizado às 20h40min
O Movimento Nacional dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) voltou a agir com novas invasões a edifícios públicos em vários locais do País. Desde maio, quando o MST fez uma série de ocupações a prédios do governo, não eram promovidas ações desse tipo. Nesta segunda-feira foram organizadas ações em pelo menos 10 dos 27 Estados brasileiros, mas as invasões só ocorreram em algumas capitais como Curitiba, Porto Alegre e Belo Horizonte, além de municípios paulistas. O principal motivo do protesto é a lentidão no processo de reforma agrária.

"Os recursos são liberados com alguns atrasos, às vezes mas a verba sempre sai; isso não é argumento para reiniciar as invasões." Foi dessa forma que o ministro da Justiça, José Gregori, condenou as invasões do MST. Segundo Gregori, é uma coincidência que as ações tenham recomeçado na época das eleições. "Esse movimento está ligado a um dos partidos", acusou o ministro sem especificar qual. Ele afirmou que a Polícia Federal vai retirar os sem-terra dos locais invadidos.

Segundo José Damasceno, da direção do MST no Paraná, o movimento pede a liberação imediata de R$ 2 mil para cada família assentada, com desconto de 40% na hora de quitar a dívida, mas a negociação vem se arrastando desde maio. "Chegamos no período da safra de verão e não se tem o dinheiro no banco", criticou. O movimento nacional cobra ainda que o governo federal cumpra a promessa de assentar, até o fim do ano, 45 mil famílias no campo, além da liberação de R$ 400 milhões em todo o País para os assentamentos, o que já deveria ter ocorrido.

FHC diz povo não aceita métodos do MST
O porta-voz da Presidência da República, Georges Lamaziére, disse há pouco, que o presidente Fernando Henrique Cardoso recordou que "o país tem Constituição, tem leis e mecanismos apropriados para resolver a questão", conforme diversas medidas tomadas em encontros anteriores com representantes do MST. "De alguma forma o governo e o povo brasileiro não aceitam os métodos de atuação do MST, porque o povo é democrata".

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Agência Brasil/Agência Estado

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