Cerca de 200 trabalhadores sem-terra acamparam hoje na praça na frente da Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf), na Avenida Abdias de Carvalho, no Recife. A partir de amanhã eles pretendem, diariamente, por tempo indeterminado, ir ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) cobrar maior velocidade nos processos de vistoria e desapropriação de terras em Pernambuco. "Decidimos não acampar na frente do Incra para eles não nos acusarem de impedí-los de trabalhar", afirmou o dirigente do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST-PE), Romel Figueiredo. De acordo com Romel, a estratégia faz parte da jornada nacional pela reforma agrária. Ele afirmou que os sem-terra vão ficar pressionando o Incra até obter resultados concretos. A assessoria do Incra informou que o órgão tem trabalhado normalmente e que o superintendente regional, Geraldo Eugênio, desconhecia a iniciativa do MST.
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