Cerca de 600 sem-terra ocuparam hoje o térreo e o 10º andar do prédio do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em Curitiba, depois de negociar com a superintendência. Os sem-terra exigem recursos e a saída do superintendente José Carlos de Araújo Vieira. Eles querem a nomeação de um funcionário de carreira do Incra para o posto. De acordo com José Damasceno, integrante da direção estadual do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), os assentados querem a liberação imediata de R$ 2 mil para cada família assentada no Estado, negociação que vinha se arrastando desde maio. "Chegamos no período da safra de verão e não se tem o dinheiro no banco", disse Damasceno. Além disso, o MST reivindica o assentamento de 9 mil famílias acampadas.
Acusa
O movimento acusa o superintendente de defender interesses do governo estadual e dos latifundiários. Antes de assumir o cargo, Vieira era assessor para Assuntos Fundiários do governador Jaime Lerner (PFL). "O Incra tornou-se inoperante", afirmou Damasceno. "Em um ano e meio, foram assentadas somente 480 famílias."
A assessoria do superintendente disse que ele não comentaria o pedido dos sem-terra, aguardando o fim das negociações, que dvevem começar hoje.
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