Filmes do cinema brasileiro para ficar de olho em 2026

Entre eles, "Um Céu de Estrelas", obra atemporal que volta aos cinemas em versão restaurada [...]

22 jan 2026 - 19h07

Desde que o longa "Ainda estou aqui", de Walter Salles, conquistou o Oscar no ano passado, o cinema brasileiro nunca mais deixou de ser notícia internacional.

Dessa vez, a conquista é do longa "O Agente Secreto", dirigido por Kleber Mendonça Filho, que acaba de receber quatro indicações para o Oscar 2026 (Melhor Filme, Melhor Filme Internacional, Melhor Ator para Wagner Moura e Melhor Elenco).

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A produção já havia vencido duas das três categorias em que concorria no Globo de Ouro, Melhor Filme em Língua Não Inglesa e Melhor Ator em Drama para Wagner Moura.

Mas tudo o que chega às telas foi sonhado antes: foi escrito, dirigido, produzido, atuado e construído por muitos profissionais que movem uma indústria inteira.

Confira seleção de filmes que você precisa ficar de olho, em 2026, entre eles, "Um Céu de Estrelas", de Tata Amaral, filme atemporal que volta aos cinemas em versão restaurada. Lançado originalmente em 1996, o filme retrata, com forte intensidade dramática, a violência doméstica e das relações de poder no espaço íntimo.

Foto: Tima Miroshnichenko / Pexels.com / Viagem em Pauta

A Miss

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de Daniel Porto

Protagonizado por Helga Nemetik, Maitê Padilha, Pedro David e Alexandre Lino, o longa chega aos cinemas com distribuição da Olhar Filmes. O longa foi exibido no Actrum International Film Festival (AIFF), na Espanha; no 18º OMOVIES - Festival Internacional de Cinema LGBTQIA+, na Itália e será projetado no 39º Queergestreift Film Festival Konstanz, na Alemanha.

Anistia 79

de Anita Leandro

O longa resgata imagens raras de uma Conferência Internacional pela Anistia no Brasil, filmadas por exilados brasileiros em Roma, em 1979, um marco da luta pela Lei da Anistia e pela redemocratização do Brasil.

Ato Noturno

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de Filipe Matzembacher e Marcio Reolon

Protagonizado pelo ator revelação Gabriel Faryas, trata-se de um suspense erótico que entrelaça desejo e performance em uma narrativa tensa e sensual sobre identidade e a constante gangorra entre o instinto de se render a ela e a pressão social para negá-la.

A Vida Secreta dos Meus Três Homens

de Letícia Simões

Fernando, boêmio pai de família e colaborador da ditadura militar; Arnaud, adolescente que envolveu-se com um grupo de justiceiros; Sebastião, fotógrafo negro e gay que perdeu o amor de sua vida. Por meio de uma conversa com eles, questões como classe, gênero, raça são discutidas como atravessaram o século XX e chegam ao país de hoje.

A Voz de Deus

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de Miguel Antunes Ramos

O documentário brasileiro explora o fenômeno dos "pregadores mirins" no Brasil, acompanhando dois jovens, Daniel Pentecoste e João Vitor Ota, em diferentes fases de suas carreiras de pregação, mostrando as complexidades da fé, fama e o contraste entre o sucesso viral e o futuro incerto em um país em transformação.

Foto: Wikimedia Commons / Viagem em Pauta

Álibi

de Felipe Joffily

O longa reúne grandes nomes do humor brasileiro, como Leandro Hassum, Miá Mello, Fernanda Freitas, Maurício Destri e Letícia Isnard.

Aqui Não Entra Luz

de Karol Maia

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O documentário nasce de uma experiência pessoal: filha de uma ex-trabalhadora doméstica, Karol entrevista mulheres que são trabalhadoras domésticas. As conversas revelam lembranças emocionantes e relatos de situações de violência e exploração que ainda marcam a realidade de milhões de mulheres no Brasil.

Assalto à Brasileira

de José Eduardo Belmonte

Vencedor de três prêmios na última edição do Festival de Brasília, esse longa do diretor José Eduardo Belmonte relembra um dos roubos mais marcantes da história do Brasil e o mais memorável da história de Londrina

Deus ainda é Brasileiro

de Carlos Diegues

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A aguardada sequência do clássico "Deus é Brasileiro" (2003) traz uma nova jornada de Deus (Antônio Fagundes). Desta vez, Ele retorna à Terra após uma rebelião dos seres celestiais, que decidem lançar um meteoro para exterminar a humanidade, frustrados com os rumos tomados pelo planeta.

Foto: Netflix/Divulgação / Viagem em Pauta

Eclipse

O novo longa-metragem de Djin Sganzerla, que assina a direção, o roteiro, a produção e interpreta a protagonista da obra, é um thriller que reflete sobre a violência contra a mulher, ancestralidade, intuição e resistência.

Família de Sorte

de Viviane Ferreira

O longa tem como protagonista o casal Maicon e Jennife, que mora com suas filhas, Bionci e Riana, em um Conjunto Habitacional de São Paulo. Quando Maicon é demitido e as contas apertam, ele decide se inscrever no seu reality show favorito. Para sua surpresa, Jennifer, que foi inscrita secretamente pelo seu irmão, é selecionada e ele não.

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Honestino

de Aurélio Michiles

Fusão de documentário e ficção, o filme conta a história de Honestino Guimarães, líder estudantil da geração 68, presidente da UNE e aluno da UnB. Preso cinco vezes por sua militância, Honestino foi sequestrado em 1973, aos 26 anos, e é um dos centenas de desaparecidos da ditadura militar.

Malaika

de André Morais

O filme narra a trajetória de Malaika, uma adolescente albina, no interior do Nordeste. A luz do sol é uma ameaça, como também é sua rotina ao lado da mãe, Isabel, uma mulher negra que trabalha para uma família burguesa. Enquanto Malaika busca sua identidade no mundo, um lobo ronda seus caminhos.

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Morte e Vida Madalena

de Guto Parente

O longa acompanha Madalena, uma produtora grávida de oito meses que busca concluir um filme de ficção científica escrito pelo pai recém-falecido, enquanto lida com o caos de sua vida pessoal e profissional.

Nico

de Mariana Youssef

O filme coloca seus protagonistas, um pai e um filho com um relacionamento estremecido, para encarar suas diferenças em uma viagem de carro inesperada. De um lado, um adolescente desconstruído, do outro, um comediante quarentão em crise.

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Foto: CchrisS/Pixabay / Viagem em Pauta

Nosferatu

de Cristiano Burlan

O longe é rodado em preto-e-branco e é uma versão livre do personagem-ícone do Expressionismo Alemão, permitindo que sua abordagem para o terror passasse pela angústia de alguém que vive em fuga e não consegue se livrar de fantasmas do passado e do presente.

O Espelho de Tarsila

de Paschoal Samora

Trata-se de um documentário sobre a vida e a obra da artista Tarsila do Amaral. Nas palavras do diretor: "Articuladora e musa incontestável do modernismo no Brasil, Tarsila agrega em si inúmeros arquétipos e signos de um país com uma história paradoxalmente trágica e telúrica, violenta e romântica."

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O Riso e a Faca

de Pedro Pinho

O longa conquistou a crítica internacional com sua abordagem estética e narrativa política, e arrancou reações calorosas da imprensa.

Pecadora

Com direção de Dainara Toffoli ("Manhãs de Setembro", "De Volta aos 15"), o longa é uma adaptação do best-seller homônimo da autora Nana Pauvolih. Seu elenco conta com Rayssa Bratillieri, como a jovem protagonista Isabel, e José Loreto, como o sedutor Enrico, além de Marcos Pasquim no papel do pastor Sebastião, pai da protagonista.

Ruas da Glória

escrito e dirigido por Felipe Sholl

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Ambientado no centro do Rio de Janeiro, acompanhamos Gabriel, um jovem professor de literatura que acaba de se mudar para a cidade. Ao conhecer Adriano, um garoto de programa, vive uma paixão arrebatadora que rapidamente se transforma em obsessão.

Um Pai em Apuros

de Carolina Durão

É uma comédia familiar que mostra como o caos pode unir (e transformar) uma família inteira. Conta com Dani Calabresa e Rafael Infante, que vivem um casal em torno dos desafios da vida doméstica.

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