A Chapada das Mesas, no sul do Maranhão, vem ganhando espaço no turismo brasileiro por reunir cânions, cachoeiras de águas cristalinas e formações rochosas que lembram esculturas naturais. Localizada principalmente nos municípios de Carolina e Riachão, a região é destino frequente de quem busca contato direto com a natureza, trilhas leves e cenários fotogênicos. Mesmo assim, ainda guarda um clima de lugar pouco explorado, com ritmo tranquilo e cotidiano interiorano.
Quem chega à Chapada das Mesas encontra uma combinação de cerrado preservado, rios de água azulada e paredões de pedra avermelhada. Em especial bonitos ao amanhecer e no fim da tarde. A estrutura turística tem crescido nos últimos anos, com mais pousadas, restaurantes simples e agências locais oferecendo passeios guiados. Ainda assim, a sensação é de viagem para um destino de natureza menos massificado, onde o tempo parece correr mais devagar.
Curiosidades sobre a Chapada das Mesas que chamam atenção
A palavra-chave principal aqui é Chapada das Mesas, e uma das curiosidades mais citadas é a origem do nome. O termo "mesas" se refere às formações rochosas planas no topo, que lembram grandes mesas vistas de longe. Muitas dessas estruturas surgiram da erosão ao longo de milhões de anos, moldando paisagens marcadas por fendas, grutas e mirantes naturais.
Outro ponto curioso é que a Chapada das Mesas está em uma área de transição entre o bioma Amazônia e o Cerrado. Por isso, a vegetação mistura árvores retorcidas típicas do cerrado, campos abertos e áreas de mata mais fechada, o que favorece a presença de diferentes espécies de aves, pequenos mamíferos e uma variedade de flores do campo. Além disso, as famosas águas azul-turquesa da região são resultado de lençóis freáticos profundos e do tipo de solo, que filtram a água com eficiência.
Há ainda histórias e lendas locais associadas a alguns pontos turísticos. Moradores costumam mencionar relatos antigos ligados ao Morro do Chapéu e ao Morro do Moreno, por exemplo, além de narrativas sobre antigos caminhos de tropeiros que teriam atravessado a região. Esses elementos ajudam a dar um caráter mais histórico e cultural à visita, indo além da contemplação das paisagens.
Chapada das Mesas: quais são os principais atrativos naturais?
Os destaques naturais da Chapada das Mesas costumam ser organizados em circuitos, facilitando o planejamento do roteiro. Entre os mais conhecidos estão as cachoeiras da região de Carolina, como a Cachoeira de São Romão e a Cachoeira da Prata, ambas com grande volume de água e queda imponente. Já o Poço Azul e o Encanto Azul, em Riachão, são famosos pela coloração da água e pela visibilidade impressionante, especialmente em horários de sol forte.
Para quem aprecia mirantes, o Parque Nacional da Chapada das Mesas concentra algumas das paisagens mais emblemáticas. O Portal da Chapada, uma espécie de arco de pedra natural, tornou-se um dos cartões-postais do Maranhão. Em dias de céu limpo, o pôr do sol visto desse ponto costuma render boas fotos e uma visão ampla da região. Já o Complexo da Pedra Caída oferece um conjunto de cachoeiras em meio a cânions, acessadas por passarelas e trilhas curtas.
Além da água e das formações rochosas, a Chapada das Mesas também chama atenção pelas noites estreladas, favorecidas pela baixa poluição luminosa. Em muitos períodos do ano, o céu noturno permite observar claramente a Via Láctea, o que acaba se tornando um atrativo adicional para quem se hospeda em pousadas mais afastadas da área urbana.
Como organizar uma viagem para a Chapada das Mesas?
Para aproveitar melhor a Chapada das Mesas, é recomendável algum planejamento prévio, principalmente em relação a deslocamentos. A principal porta de entrada costuma ser a cidade de Carolina, acessada geralmente pelos aeroportos de Imperatriz (MA) ou Araguaína (TO), seguidos de trajeto por estrada. Por se tratar de uma região de grandes distâncias entre os atrativos, muitos visitantes optam por contratar passeios com guias locais ou alugar veículos.
De forma geral, a época mais procurada vai de maio a setembro, período com menos chuvas e trilhas mais secas. Já entre dezembro e março, a chuva costuma ser mais intensa, o que aumenta o volume de água nas cachoeiras, mas pode dificultar o acesso a alguns pontos. Uma dica frequente é reservar pelo menos quatro ou cinco dias inteiros para visitar os principais atrativos sem correria.
- Levar roupas leves, mas incluir agasalho para noite, que pode ser mais fresca.
- Usar calçados adequados para trilha, com boa aderência.
- Carregar protetor solar, chapéu ou boné e repelente.
- Manter sempre água e lanches rápidos na mochila.
- Verificar, com antecedência, se o atrativo exige agendamento ou guia credenciado.
Quais são as principais dicas de turismo sustentável na Chapada das Mesas?
O turismo na Chapada das Mesas depende diretamente da preservação dos rios, trilhas e áreas de cerrado. Por isso, práticas simples de turismo responsável fazem diferença para quem deseja conhecer o destino sem causar impactos desnecessários. Em muitos passeios, os próprios guias locais reforçam orientações de cuidado com o lixo, respeito às áreas de uso restrito e atenção às regras do parque nacional.
- Levar de volta todo o lixo: embalagens, garrafas e restos de alimentos devem retornar com o visitante para destinação correta.
- Evitar uso de som alto: caixas de som em cachoeiras e trilhas podem afetar a fauna e a experiência de outras pessoas.
- Respeitar limite de visitantes: alguns poços e cachoeiras têm controle de entrada para evitar superlotação.
- Não retirar pedras, plantas ou animais: qualquer retirada interfere no equilíbrio local.
- Valorizar serviços locais: contratar guias, usar transporte da região e consumir em pequenos estabelecimentos fortalece a economia da Chapada das Mesas.
Ao somar curiosidades geológicas, rios de águas transparentes e uma cultura interiorana marcada pelo ritmo calmo das cidades pequenas, a Chapada das Mesas se consolida como um destino de natureza relevante no Maranhão. Com informação adequada, planejamento de viagem e práticas de turismo sustentável, a experiência tende a ser mais organizada, segura e alinhada à preservação desse cenário que segue em destaque no mapa turístico do Brasil.