Quando trocar a prótese de silicone? Especialistas apontam sinais de alerta

Embora não haja prazo de validade fixo, sintomas podem indicar a necessidade de substituição

11 abr 2026 - 04h57
Embora não haja prazo de validade fixo, sintomas podem indicar a necessidade de substituição
Embora não haja prazo de validade fixo, sintomas podem indicar a necessidade de substituição
Foto: Hispanolistic / Getty Images

A troca das próteses de silicone é um passo tão importante quanto a colocação. De acordo com especialistas, a dúvida sobre o momento ideal para a substituição é comum entre pacientes que realizaram o procedimento há anos e buscam orientação adequada.

Por muito tempo, a recomendação entre cirurgiões era realizar a troca dos implantes após dez anos da cirurgia. No entanto, com os avanços da medicina e da tecnologia na produção das próteses, o tempo de permanência foi ampliado, e novas diretrizes passaram a orientar os pacientes.

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Segundo o cirurgião plástico e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), Fernando Amato, ao contrário do que muitos acreditam, as próteses não possuem um prazo de validade fixo para serem retiradas, mas é fundamental estar atento a possíveis sinais de alteração.

“A primeira referência é o próprio paciente. Então, é necessário prestar atenção a uma queixa que o paciente começa a apresentar de mudança de consistência, assimetria, um lado não ser igual ao outro, perda de resultado. Acabamos nos estruturando de acordo com a demanda do paciente”, explica em entrevista ao Terra. 

A troca imediata costuma ser recomendada em casos como:

  • Ruptura do implante: quando o conteúdo de silicone extravasa, podendo provocar reação inflamatória;
  • Contratura capsular: formação de uma cápsula fibrosa excessiva ao redor do implante, causando dor, rigidez e desconforto;
  • Sinais de infecção: associados a dor, vermelhidão e inflamação;
  • Rippling: ondulações visíveis ou palpáveis na prótese.

“Então, deve ser trocado quando o paciente tem alguma alteração, agora se ele tá bonitinho, não tem nenhuma alteração, o paciente está satisfeito com a mama, não é necessário mexer”, ressalta Amato.

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Há formas de monitorar a saúde da prótese?

Segundo o especialista, exames de imagem podem auxiliar no acompanhamento das próteses e na identificação precoce de alterações. A principal indicação é a ressonância magnética. 

“Muitas vezes o acompanhamento de rotina é feito com ultrassonografia e mamografia, inclusive para o rastreamento do câncer de mama. Quando vemos alguma alteração, complementamos com uma ressonância magnética. Caso o paciente esteja há muito tempo com o implante, vale a pena fazer uma ressonância para ver se está tudo em ordem”, destacou. 

Amato destaca que casos de próteses mantidas por longos períodos não são incomuns. “Eu tirei um implante de uma paciente que estava há 50 anos com o implante, então, saiu uma geleia e ela estava com muita dor. Ela já tinha 80 anos e foi uma cirurgia muito difícil por conta do tempo em que a paciente estava com a prótese”, detalha o médico. 

“Eu já tirei implante também de uma paciente de mais de 30 anos. [...] Então, o mais importante é estar acompanhando de algum médico. [Seja] o médico que fez a cirurgia, o ginecologista, um clínico geral que já faz acompanhamento de rotina da paciente. [Esses profissionais] podem solicitar os exames e, caso ele veja uma alteração encaminhar para o especialista”, ressaltou. 

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Fonte: Portal Terra
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