14 de agosto de 2026 (Bibliomed). A frutose, açúcar presente no açúcar comum e no xarope de milho rico em frutose, pode ter papel maior no ganho de peso e nas doenças metabólicas do que se pensava. Uma revisão publicada na revista Nature Metabolism sugere que ela não deve ser vista apenas como "caloria vazia".
Segundo os pesquisadores, a frutose é processada pelo corpo de modo diferente da glicose. Enquanto a glicose é usada por muitas células como fonte direta de energia, a frutose segue vias que podem estimular a produção e o armazenamento de gordura.
Esse processo também pode reduzir a energia disponível nas células e gerar substâncias ligadas à disfunção metabólica. Com o tempo, essas alterações podem favorecer obesidade, resistência à insulina, síndrome metabólica e maior risco cardiovascular.
A revisão destaca ainda que a frutose não vem apenas de alimentos e bebidas adoçadas. O próprio organismo pode produzi-la a partir da glicose, tornando seu papel nas doenças metabólicas mais complexo.
Em um passado de escassez de alimentos, esse mecanismo poderia ajudar a armazenar energia. Hoje, com alta oferta de ultraprocessados, pode favorecer doenças crônicas.
Fonte: Nature Metabolism. DOI: 10.1038/s42255-026-01506-y.