Dose, horário e efeitos: o que saber antes de usar melatonina

Entenda qual é a dose ideal e os efeitos com o uso contínuo do hormônio responsável pelo sono

23 fev 2026 - 11h36

A melatonina se tornou uma das substâncias mais procuradas por quem enfrenta insônia ou dificuldade para dormir.

O uso incorreto da melatonina pode causar efeitos colaterais
O uso incorreto da melatonina pode causar efeitos colaterais
Foto: Shutterstock / Saúde em Dia

Com venda liberada no Brasil como suplemento alimentar sob regulamentação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, o produto ganhou popularidade e passou a ser visto como solução rápida para noites mal dormidas.

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Mas é importante entender: a melatonina não é vitamina. É um hormônio que interfere diretamente no ritmo biológico. Por isso, dose, horário e indicação fazem toda a diferença.

O que é melatonina e para que serve?

A melatonina é um hormônio produzido naturalmente pela glândula pineal, no cérebro.

Sua principal função é regular o ciclo circadiano, conhecido como relógio biológico. É esse mecanismo que organiza os períodos de sono e vigília ao longo do dia.

A produção aumenta à noite, quando há redução da luz. Por isso, excesso de telas antes de dormir pode prejudicar sua liberação natural.

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O suplemento de melatonina costuma ser indicado para:

  • Insônia leve.

  • Dificuldade para iniciar o sono.

  • Jet lag.

  • Alterações no ritmo do sono em trabalhadores noturnos.

Ela não induz o sono como um sedativo. O que faz é sinalizar ao organismo que é hora de dormir.

Qual é a dose segura de melatonina?

A dose de melatonina é uma das dúvidas mais comuns.

De forma geral, adultos costumam utilizar entre 0,5 mg e 5 mg por dia. Muitas pessoas já apresentam melhora com doses mais baixas, como 0,5 mg ou 1 mg.

Tomar doses maiores não significa dormir melhor.

O excesso pode causar:

  • Sonolência diurna.

  • Dor de cabeça.

  • Tontura.

  • Náusea.

  • Queda de pressão.

A recomendação é iniciar sempre com a menor dose possível e ajustar apenas com orientação profissional.

Crianças podem usar melatonina?

O uso em crianças deve ser feito exclusivamente com orientação médica.

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Em alguns casos específicos, como transtornos do neurodesenvolvimento, pode haver indicação. No entanto, não é recomendada para automedicação infantil.

Qual o melhor horário para tomar melatonina?

O horário da melatonina influencia diretamente na eficácia.

O ideal é tomar entre 30 e 60 minutos antes de deitar. Esse período permite que o hormônio atinja níveis adequados no organismo.

Tomar muito cedo pode provocar sonolência fora de hora. Tomar tarde demais pode reduzir o efeito.

Manter horários regulares de sono potencializa os resultados.

Quais são os efeitos colaterais da melatonina?

Embora seja considerada segura quando usada corretamente, a melatonina pode causar efeitos adversos.

Os mais relatados incluem:

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  • Sonolência excessiva durante o dia.

  • Sonhos vívidos.

  • Dor de cabeça.

  • Tontura.

  • Náusea.

Em casos mais raros, pode haver alteração de humor ou interferência na pressão arterial.

Também é importante considerar interações medicamentosas. Pessoas que usam:

  • Antidepressivos.

  • Anticoagulantes.

  • Anti-hipertensivos.

  • Medicamentos para diabetes.

Devem conversar com um médico antes de iniciar o suplemento.

Quem não deve usar melatonina?

Alguns grupos precisam de avaliação médica antes do uso:

  • Gestantes.

  • Mulheres que amamentam.

  • Pessoas com doenças autoimunes.

  • Pacientes em tratamento hormonal.

  • Quem faz uso contínuo de medicamentos.

Mesmo sendo vendida como suplemento, a melatonina não é isenta de riscos.

Melatonina causa dependência?

A melatonina não provoca dependência química como alguns remédios para dormir.

No entanto, pode ocorrer dependência psicológica. A pessoa passa a acreditar que só consegue dormir se usar o suplemento.

Por isso, é essencial tratar também a causa da insônia, que pode estar ligada a:

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  • Ansiedade.

  • Estresse.

  • Uso excessivo de telas.

  • Má higiene do sono.

A melatonina pode ajudar, mas não resolve problemas estruturais do sono sozinha.

Quando procurar um médico?

Dificuldade para dormir por mais de duas semanas merece avaliação.

Procure ajuda se houver:

  • Insônia frequente.

  • Despertares noturnos constantes.

  • Ronco intenso.

  • Sonolência excessiva durante o dia.

  • Cansaço persistente mesmo após dormir.

Distúrbios do sono podem estar associados a ansiedade, depressão ou apneia do sono.

Quanto mais cedo houver investigação, melhor o tratamento.

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