Xixi no lugar errado? Saiba como educar seu pet sem manhas

Resistir à cara de pidão quando quiser o que você está comendo e usar petiscos para reforçar comportamentos corretos são algumas das dicas

13 jul 2015 - 15h51
(atualizado às 15h58)

Quer comprar ou adotar um pet? Os filhotes realmente são uma graça, mas é fundamental você saber que, no começo, é comum estranharem a casa e cometerem alguns (ou muitos) erros até se adaptarem. “Por serem animais gregários na natureza, os cães costumam apresentar algumas dificuldades na adaptação quando comparados aos gatos, que são naturalmente mais independentes e acabam se acostumando mais rápido”, disse a consultora em zootecnia Caroline P. Serratto. Para educar os amigos de quatro patas sem criar manhas e vícios, o Terra reuniu dicas da Caroline e da adestradora e especialista em manejo comportamental de cães e gatos Priscila Felberg. 

Hora de dormir

Foto: Reprodução

Cão

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O cão sempre procura pelo seu grupo na hora de dormir, como esclareceu Priscila. Como saiu do contato com a mãe e os irmãos, pode chorar um pouco nos primeiros dias. “O ideal é levar um paninho quando for buscar o pet e passar nos outros filhotes e na mãe para pegar o cheirinho deles. Esse paninho será colocado na caminha do cachorro, para que se sinta mais confortável”, ensinou Caroline.

Se a ideia é que o cão durma sempre sozinho, antes de deixá-lo no local escolhido, fique por algum tempo com ele lá. Se ele chorar, não vá até onde está. Caso o atenda sempre, o filhote vai usar o choro como tática para mantê-lo por perto.

Gato

O gato normalmente troca a noite pelo dia, ficando muito mais ativo e brincalhão no momento em que todos desejam dormir. “Para ajudá-lo a entender a dinâmica da casa, dê atividades e brincadeiras para ele durante o dia, e evite brincar muito próximo da hora de dormir. Restringir o ambiente dele para o quarto de dormir durante a noite também pode ajudar, já que os estímulos serão menores”, recomendou Caroline. Se ele insistir em brincar, não o encoraje, tente ignorar, para que se acostume a dormir uma boa parte da noite.

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A sugestão da Priscila é colocar a caminha dele em um local alto e seguro, longe de corrente de ar e de muito barulho. Mas vale ressaltar que gosta de andar pela casa e acabará escolhendo sozinho seu local favorito para dormir.

Petiscos

Foto: Reprodução

Cão

Os petiscos desenvolvidos especialmente para os pets podem ser de grande auxílio na adaptação na nova casa, mas nada de exageros, porque são calóricos e alguns contêm muito sódio. E, mesmo que o filhote faça cara de pidão e de coitado, não dê agrados alimentícios a todo momento, porque é uma forma de mimá-lo, o que pode causar distúrbios comportamentais.

As guloseimas devem ser utilizadas para recompensar comportamentos desejáveis nos animais, como fazer xixi e cocô no local correto e não pular nas visitas.  “Filhotes muito novos não estão acostumados com petiscos, então pode-se utilizar um pouquinho de ração ou um pedaço de fruta, mas sempre procure orientação do veterinário de confiança  para indicar a melhor opção”, ressaltou Caroline.  

Gato

Para os gatos, também pode-se utilizar petiscos no treinamento, mas, segundo Priscila, eles preferem brincadeiras como recompensa. “O paladar felino é mais seletivo e nem sempre é fácil achar um petisco que o gato goste”, acrescentou a adestradora.

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Xixi e cocô

Foto: Reprodução

Cão

No início, os cães, principalmente os filhotes, costumam cometer erros nesse quesito, fazendo suas necessidades em qualquer lugar. Nada de brigar, esfregar o focinho e gritar, porque ele pode entender que o errado é fazer xixi e cocô.  Comece a levá-lo algumas vezes ao dia ao seu “banheiro”, a princípio, a cada quatro horas. “Fique com ele por lá um tempinho e, quando fizer a necessidade no local correto, recompense bastante, para pontuar seus acertos”, completou Caroline. Para aumentar as chances de acertos no início, cubra uma área grande com jornal ou o tapete higiênico. Diminua-a gradativamente.

Gato

Neste aspecto, normalmente os gatos possuem muita facilidade de adaptação. “É da natureza deles usar a caixinha de areia. Essa caixa de areia precisa ser do tamanho ideal e colocada em local calmo e seguro, para que o bichano possa fazer suas necessidades sem sustos”, ensinou Priscila. “O ideal é que a casa sempre possua uma caixa a mais do que o número de gatos, pois são muito asseados e não gostam de usar banheirinho sujo”, completou Caroline.

Alimentação

Foto: Reprodução

Resista à vontade de dar um pedaço de tudo que come para o animal. O hábito pode prejudicar sua saúde e ainda deixá-lo mimado. Rações premium, específicas para raça, tamanho e idade são as mais indicadas pelas profissionais. Não ultrapasse os limites de indicação diária de consumo, que estão descritos no pacote. “Se a opção for alimentar o pequeno com comida caseira, a sugestão é consultar um médico veterinário nutricionista para auxiliar no cardápio”, comentou Priscila.

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Cão

De preferência, o filhote deve ser alimentado no mínimo três vezes ao dia, com porções pequenas, como informou a adestradora Priscila.

Gato

Recomenda-se deixar a ração à vontade para o gato, disposta longe da água, da cama ou da caixinha de areia, segundo Priscila. Sempre prefira um local alto e seguro.

Destruição

Foto: Reprodução

Cão

Os filhotes podem ser bem destrutivos, especialmente no período de troca de dentes, quando roer é muito prazeroso. Para preservar sua casa, aposte em brinquedos próprios para animais espalhados pelos ambientes. “Recomendo mordedores bem duráveis e outros brinquedos difíceis de destruir, mas que o cachorro demonstre interesse em brincar, mesmo quando sozinho”, comentou Caroline. Brinque com esses objetos para torná-los mais interessantes ao amigo de quatro patas.

Gato

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O problema dos gatos são as unhas, que podem destruir móveis, cortinas, almofadas. Aposte em arranhadores, bolinhas e fitas para simular a situação de caça.

Broncas

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Seu pet fez algo errado? Bronca ou tapinha resolve? “Hoje em dia, a utilização de ferramentas de bronca está em desuso. Procure no mercado ferramentas educacionais, como guias de treinamento, brinquedos de quebra-cabeça e de caça e até mesmo os petiscos, o que é muito mais produtivo. Educar e recompensar o filhote, de ambas as espécies, quando agem de forma agradável, resultam em um animal seguro e feliz. Um saldo positivo perante a perspectiva de ter em casa um animal medroso e acuado devido ao uso inapropriado de broncas”, recomendou Priscila.

Se o pet desenvolveu algum problema de comportamento, como roer móveis, morder visitas, latir demais, o ideal é entender mais sobre o motivo daquele comportamento para tratar a causa, como explicou Caroline, que recomenda buscar o auxílio de um adestrador para que a família não se torne “refém” de um hábito ruim.

Animal adulto

Foto: Reprodução

Adotar um animal adulto pode ser uma boa saída para quem não tem tempo de treinar um filhote, já que é possível observar o comportamento dele de maneira mais precisa antes de levá-lo para casa, uma vez que sua personalidade já está formada, como ressaltou Caroline. É possível que algumas dificuldades de adaptação ocorram, mas de forma bem mais suave, desde que no momento da escolha do animal já se leve em consideração a casa e a rotina da família, facilitando muito a adaptação.

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“Filhotes requerem mais atenção, pela própria natureza. São mais curiosos, peraltas e ainda precisam aprender tudo. Animais já adultos, geralmente são menos trabalhosos e bastante agradecidos pela oportunidade que estão recebendo de ter um novo lar e um novo grupo”, completou Priscila.

Grau de inteligência dos cães

Fonte: Ponto a Ponto Ideias
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