O universo sempre despertou curiosidade - e, para alguns, também certezas. Aos 79 anos, o renomado diretor Steven Spielberg voltou a chamar atenção ao compartilhar uma convicção que carrega desde a infância: a existência de vida fora da Terra.
Durante uma palestra no Festival de Cinema e Televisão SXSW, em Austin (EUA), o cineasta abriu espaço para refletir sobre um tema que, embora muitas vezes tratado como ficção, também desperta questionamentos profundos sobre a nossa própria existência.
"Não sei mais do que qualquer um de vocês, mas tenho uma forte suspeita de que não estamos sozinhos aqui na Terra neste momento", afirmou. Em seguida, relembrou com naturalidade: "Fiz um filme sobre isso".
Entre a imaginação e a possibilidade
Responsável por clássicos como E.T. - O Extraterrestre, Encontros Imediatos do Terceiro Grau e Guerra dos Mundos, Spielberg construiu uma carreira marcada pelo olhar sensível sobre o desconhecido. Mais do que entretenimento, seus filmes sempre tocaram em algo maior: o desejo humano de compreender o que está além do que conseguimos ver.
E, ao contrário do que muitos poderiam imaginar, o diretor afirma não sentir medo dos extraterrestres - pelo contrário, demonstra curiosidade e até uma certa expectativa por um possível contato. "Eu fiz um filme chamado Encontros Imediatos do Terceiro Grau", brincou. "Eu nem sequer tive um contato imediato do primeiro ou segundo grau! Por que eu não vi nada? Metade dos meus amigos já viu OVNIs ou UAPs (Fenômenos Anômalos Não Identificados). Onde está a justiça nisso, se vocês estiverem ouvindo?".
A curiosidade que nasce na infância
A relação de Spielberg com o tema não é recente. Segundo ele, essa curiosidade surgiu ainda na infância, quando olhar para o céu era mais do que um hábito - era um convite à imaginação. Em um vídeo de bastidores de seu novo filme, Dia da Revelação (2026), o diretor compartilhou que sempre se sentiu atraído por mistérios que escapam à lógica.
"Sempre fui fascinado por coisas que não podem ser explicadas", contou. E completou, reforçando uma crença que o acompanha desde cedo: "não estamos sozinhos". "Quando eu era apenas uma criança, lembro-me de ter desenvolvido uma verdadeira curiosidade sobre o céu noturno e o que acontecia lá em cima, e também não a possibilidade, mas a certeza de que existe vida fora deste planeta", disse ele.
O que essa crença revela sobre nós?
Mais do que discutir se extraterrestres existem ou não, a fala de Spielberg convida a uma reflexão mais profunda: o quanto estamos abertos ao desconhecido? A curiosidade, a imaginação e o encantamento são aspectos fundamentais da experiência humana. Eles nos movem, nos fazem questionar e ampliam nossa percepção do mundo. A crença em algo maior - seja ela científica, espiritual ou simbólica - também pode ser uma forma de lidar com o mistério da vida.
No fim, talvez a maior lição esteja justamente aí: manter viva a capacidade de se maravilhar. Porque, mesmo sem respostas definitivas, é essa busca que nos conecta com o que há de mais humano em nós.