Começou nesta terça-feira (21) a 64ª edição do Salão do Móvel de Milão, principal feira de design do mundo e que, em 2026, reúne 1,9 mil expositores de 32 países, já de olho em sua expansão para a Arábia Saudita.
A inauguração do evento, vitrine do "made in Italy" para o mundo, teve a presença do presidente do Senado da Itália, Ignazio La Russa, do vice-premiê e ministro das Relações Exteriores, Antonio Tajani, do governador da Lombardia, Attilio Fontana, e do prefeito de Milão, Giuseppe Sala, além de responsáveis pela organização.
Pouco depois, os pavilhões receberam a visita da premiê Giorgia Meloni, vestida de calça jeans e tênis de ginástica.
"Vocês são um dos estandartes, uma das bandeiras da Itália, juntamente com a moda e o design, uma das características distintivas que tornam a Itália grandiosa no mundo" disse La Russa em seu discurso de abertura.
Já Tajani mostrou otimismo sobre a realização do Salão do Móvel de Milão em Riad, capital da Arábia Saudita, como parte do plano de internacionalização da feira. "Falei nesta manhã com nosso embaixador em Riad, e será possível realizar o Salão do Móvel plenamente, sem obstáculos, na garantia de segurança máxima", assegurou o vice-premiê.
Essa será a primeira edição completa do evento fora da Itália, mas sua realização esteve ameaçada por conta da guerra de Estados Unidos e Israel contra o Irã, que provocou efeitos em todo o Golfo Pérsico, inclusive na Arábia Saudita, alvo de mísseis e drones da República Islâmica.
"O Salão do Móvel tem uma história pesada e, portanto, tem o dever de viver na contemporaneidade e de interceptar as mudanças", disse a presidente da feira, Maria Porro. O evento vai até 26 de abril e será acompanhado de uma intensa programação na Semana do Design de Milão.