A Câmara dos EUA aprovou um projeto de lei para manter o rádio AM nos veículos, medida que agora aguarda o Senado. Montadoras como Tesla e BMW vinham removendo o recurso devido a interferências eletromagnéticas em modelos elétricos, cuja adaptação técnica custaria US$ 3,8 bilhões. Contudo, o governo e montadoras como a Ford defendem a permanência da tecnologia por segurança pública, já que o amplo alcance das ondas AM é vital para a transmissão de alertas em casos de desastres climáticos graves.
Se você comprou um carro pode ter constatado que aparelhos de rádio AM passaram bem longe da multimídia. O projeto AM Radio for Every Vehicle Act (Lei do Rádio AM em Todos os Veículos) quer mudar esse cenário, e o design dos novos veículos, inclusive para os modelos elétricos.
A Câmara dos Estados Unidos aprovou o projeto com a maioria dos votos. Entre os argumentos para a decisão estão o fato do país sofrer com furacões, por exemplo, e o rádio AM informar o motorista sobre a aproximação de tempestades, possíveis inundações, entre outros fatores climáticos graves.
Com isso, o acesso à frequência AM passa a ser uma questão de segurança. Já que a banda de rádio tem alcance territorial maior para emitir alertas.
Como o carro elétrico fez a rádio AM sumir dos carros americanos
Ao longo dos últimos 10 anos, os avanços tecnológicos do mundo automotivo fizeram com que montadoras como Tesla, BMW e Volvo retirassem o aparelho de rádio AM dos veículos lançados. A justificativa é de haver interferência entre as correntes eletromagnéticas dos veículos elétricos e as ondas AM.
??Com a aprovação da câmara, a indústria divulgou um estudo sobre a viabilidade de inserir o frequência AM nos novos veículos, a conta chegou na casa dos US$ 3,8 bilhões para o desenvolvimento de projetos que consigam alinhar a propulsão elétrica com o bom e velho amigo transmissor de notícias diárias: o rádio AM.
Na contramão das montadoras dos veículos elétricos
Houve um período em que a Ford retirou o rádio AM dos seus veículos. A questão é que o próprio CEO, Jim Farley, reconheceu que as informações transmitidas pela frequência são cruciais para o sistema de alerta de emergências. Assim, a Ford voltou atrás.
Enquanto isso, o argumento de outras fabricantes é o de haver outros meios para o recebimento de notícias, entretenimento e alertas. O projeto, agora, depende da aprovação do senado para definir se os carros americanos voltam a ter o saudoso rádio AM em seus designs. Caso aprovado, o Departamento de Transportes tem o prazo de um ano para regulamentar as exigências.
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