O Rio Grande do Sul terá um mês de outubro marcado por calor e chuvas acima da média, que podem superar os padrões normais em até 200 mm, além de risco de ciclone extratropical e temporais com granizo. Frentes frias pontuais também trarão geadas tardias nas serras e fronteiras. Esse cenário meteorológico severo de solo encharcado exige alerta e cautela no campo, pois ameaça a colheita das culturas de inverno, afeta a pecuária e pode atrasar a semeadura das safras de grãos de verão e do arroz.
O clima no Rio Grande do Sul em outubro será marcado por volumes significativos de chuva e termômetros até 1 °C acima da média climatológica. O prognóstico oficial do INMET projeta excesso de precipitação em todo o estado, com acumulados que podem superar os parâmetros normais em 200 mm, principalmente na porção leste. O mês, que começa nesta quinta-feira, também terá aumento gradativo dos picos de calor, intercalados pela formação de instabilidades e o risco latente de um ciclone extratropical na costa gaúcha.
A dinâmica atmosférica ao longo das próximas semanas alternará cenários de tempestades na primeira metade do mês — especialmente na faixa Norte — e risco de temporais com granizo na segunda quinzena. Frentes frias pontuais ainda podem derrubar as temperaturas, trazendo condições para geadas tardias nos pontos mais altos da Serra e em municípios limítrofes com o Uruguai.
No campo, as condições meteorológicas exigem cautela no planejamento das atividades agrícolas no RS. O solo encharcado reduz o ritmo das colheitadeiras e dificulta os tratamentos fitossanitários no final das culturas de inverno. Ao mesmo tempo, o manejo do arroz em terrenos de baixada e a semeadura de grãos de verão demandam monitoramento do solo para evitar perdas na produtividade, enquanto a pecuária exige cuidados com o manejo de pastagens afetadas pela baixa luminosidade solar.