Na Assembleia Geral da ONU, o vice-premiê italiano Antonio Tajani defendeu reformar o Conselho de Segurança para que o órgão recupere sua capacidade de ação e deixe de ser um clube exclusivo. Ele reforçou a prioridade da diplomacia contra a força e abordou as crises no Oriente Médio, cobrando ajuda humanitária urgente em Gaza, o desarmamento do Hamas, a liberação do Estreito de Ormuz e o fim das ameaças nucleares do Irã, destacando a Itália como mediadora entre Israel e Líbano.
O vice-premiê e ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, discursou na noite desta quarta-feira (23) na Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, e afirmou que a ONU precisa recuperar sua capacidade de decisão e de ação.
Em seu pronunciamento, o chanceler, representando a premiê Giorgia Meloni, ressaltou que a reforma do Conselho de Segurança pode ser o caminho.
"As Nações Unidas nasceram para impedir que a violência se torne a única lei. Mas, para permanecer fiel a essa missão, devem reencontrar a capacidade de decidir e, sobretudo, de agir", declarou Tajani.
Segundo ele, é preciso ter "coragem para dizer que, com muita frequência", a ONU parece "impotente" diante das crises mundiais. "O Conselho de Segurança não deve ser um clube exclusivo", salientou.
O ministro das Relações Exteriores também garantiu que a Itália sempre vai optar pela "força da lei" em detrimento da "lei do mais morte", pela "força da política em vez da política da força". Além disso, ressaltou que "a paz não é uma herança garantida de uma vez por todas", mas sim uma "responsabilidade diária que precisa ser defendida com firmeza e construída com paciência".
Tajani ainda aproveitou a ocasião para abordar os conflitos no Oriente Médio e cobrou a entrada sem obstáculos de ajuda humanitária na Faixa de Gaza e o desarmamento do grupo fundamentalista Hamas.
"Os combates desaceleraram em Gaza, mas não o sofrimento. Não temos um minuto a perder", disse o chanceler, destacando que a Itália tem sediado as negociações entre Israel e Líbano. O ministro também cobrou a reabertura imediata do Estreito de Ormuz e que o Irã "abandone a ameaça nuclear e qualquer política agressiva contra os outros países da região".