Taipé considera "ridícula" ordem da China para controle de tráfego no Estreito de Taiwan durante tufão

8 ago 2026 - 12h50
(atualizado em 9/8/2026 às 12h12)

A tentativa da ‌China de implementar medidas de controle de tráfego marítimo para embarcações que se dirigem ao Estreito de Taiwan durante o tufão Dolphin é "ridícula", afirmou Taipé, acrescentando que Pequim não ⁠tem o direito de restringir o acesso ‌a águas internacionais.

A China, que considera Taiwan — governada democraticamente — como parte de seu ‌próprio território, também reivindica o ‌estreito estratégico pelo qual circulam bilhões ⁠de dólares em comércio todos os anos — uma reivindicação rejeitada tanto por Taipé quanto por Washington.

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Na quarta-feira, a mídia estatal chinesa informou que, devido à aproximação do tufão, ‌a partir da noite de quinta-feira, os navios ‌que se ⁠dirigirem para ⁠o norte pela entrada sul do Estreito de Taiwan ⁠deverão respeitar ‌as medidas de controle ‌de tráfego.

Todas as embarcações devem cumprir os requisitos, escolher águas seguras para se abrigar da tempestade e seguir as instruções ⁠das autoridades de gestão marítima locais para garantir a segurança no mar, informou a mídia.

"A declaração irracional e grosseira dos departamentos comunistas chineses ‌responsáveis reflete ignorância, desrespeito e atropelo da ordem e das normas internacionais. É totalmente ridículo", ⁠afirmou o Conselho de Assuntos do Continente de Taiwan em comunicado na noite de sexta-feira.

"Os assuntos internos de Taiwan não precisam da intromissão dos comunistas chineses", acrescentou.

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Em comunicado separado divulgado ao mesmo tempo, a Guarda Costeira de Taiwan informou que não havia detectado nenhum "movimento anormal" por parte de embarcações chinesas, nem havia relatos de companhias de navegação de terem sido alvo de "interferência de transmissão".

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