Putin reconhece escassez de combustível e cria força-tarefa para garantir abastecimento

28 jun 2026 - 15h21

O presidente da Rússia, Vladimir ‌Putin, reconheceu neste domingo que os problemas de abastecimento de combustível haviam causado escassez em algumas regiões russas e disse que uma força-tarefa estava trabalhando para garantir que quantidades suficientes fossem fornecidas em todo o país.

Putin, ⁠ao discursar em uma reunião de altos funcionários sobre ‌o abastecimento e a distribuição de combustíveis, afirmou que a Rússia precisava minimizar os efeitos dos ataques ‌com drones ucranianos a instalações petrolíferas, ‌que estavam relacionados à escassez.

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Ele pediu medidas ⁠para garantir o abastecimento ao setor agrícola e disse que uma proibição das exportações de diesel estava sendo considerada.

"Vocês sabem muito bem que os problemas para os motoristas e para as empresas persistem", disse Putin na ‌reunião, segundo reportagens publicadas por agências de notícias russas. "Infelizmente, ainda ‌há filas nos ⁠postos de ⁠gasolina também."

Ele acrescentou: "Temos que reduzir ao mínimo o impacto dos ataques ⁠terroristas em nossos ‌alvos civis e em ‌nossa infraestrutura."

A Ucrânia intensificou os ataques de médio e longo alcance contra alvos industriais na Rússia e em territórios controlados pela Rússia dentro da Ucrânia, ⁠concentrando-se principalmente no setor petrolífero.

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Putin disse que as reservas de gasolina estavam sendo utilizadas e agora totalizavam 1,7 milhão de toneladas, e que os níveis de produção em julho deveriam ‌superar os registrados em junho. Ele afirmou que uma proibição das exportações de diesel, em discussão há algum ⁠tempo, estava sendo considerada.

"A necessidade de introduzir uma proibição total da exportação de diesel está sendo considerada", disse ele aos participantes.

O vice-primeiro-ministro russo, Alexander Novak, havia afirmado anteriormente que não havia necessidade de a Rússia proibir as exportações de diesel, informou a agência de notícias Interfax.

Uma força-tarefa sobre o abastecimento de combustíveis estava trabalhando sem parar, disse Putin, acrescentando que a situação exigia "medidas sistêmicas que correspondessem à magnitude dos desafios atuais" para aumentar a oferta e manter os preços em um nível razoável.

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