A principal líder da oposição de Taiwan, Cheng Li-wun, iniciou nesta terça-feira (7) uma viagem de seis dias à China, uma visita rara com o objetivo de estreitar laços com Pequim, apenas algumas semanas antes da possível chegada do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
A política tornou-se a primeira chefe do Kuomintang (KMT) a visitar o gigante asiático em uma década. Além disso, a viagem ocorre em um momento em que Washington pressiona parlamentares da oposição taiwanesa a aprovarem uma venda de armas de quase US$ 40 bilhões para a ilha.
Segundo diversas autoridades e especialistas de Taiwan, o presidente da China, Xi Jinping, espera que a visita fortaleça sua posição e dificulte novas vendas de armas americanas. Críticos, inclusive dentro do próprio partido opositor, acusam Cheng de ser excessivamente pró-China.
Um vídeo mostra a líder do KMT recebendo um buquê de flores ao desembarcar de um avião da Shanghai Airlines, antes de se afastar. Antes da partida, a opositora disse a repórteres que Taiwan "deve fazer todo o possível para evitar o início de uma guerra".
"Preservar a paz significa preservar Taiwan. É necessário construir boa vontade e expandir a confiança mútua, passo a passo, de ambos os lados", declarou.
Paralelamente, a China estaria de olho em Taiwan para adquirir sua avançada tecnologia de fabricação de chips e mão de obra qualificada, segundo um relatório da agência de segurança da ilha, citado pela Reuters.
A corrida do gigante asiático para recrutar talentos e especialistas na indústria de semicondutores se intensificou à medida que Pequim busca maior autossuficiência no setor, em meio a uma rivalidade tecnológica cada vez mais acirrada com os Estados Unidos. .