Justiça dos EUA rejeita alegações de assédio sexual de Blake Lively contra Justin Baldoni

2 abr 2026 - 20h57

Um juiz federal dos Estados Unidos ‌indeferiu a maioria dos argumentos de Blake Lively em seu processo contra Justin Baldoni, incluindo as alegações de que ele a assediou sexualmente durante as filmagens do drama romântico "É Assim Que Acaba", de 2024.

A decisão foi emitida pelo juiz distrital Lewis Liman, em Manhattan.

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Ela se seguiu a mais de um ano de um litígio sobre o filme, no qual Lively e Baldoni coestrelaram. 

Os ⁠advogados de Lively e Baldoni, que dirigiu o filme, não responderam imediatamente aos pedidos de comentários.

Liman rejeitou ‌as reivindicações de assédio sexual de Lively contra Baldoni e outros réus por motivos de jurisdição, dizendo que ela entrou na Justiça com base em uma lei da Califórnia, sendo ‌que a suposta conduta ilícita ocorreu em outro lugar.

Segundo o ‌juiz, Lively pode entrar com uma ação de retaliação contra a empresa de produção ⁠de Baldoni, a Wayfarer Studios, além de uma ação contratual e uma ação de cumplicidade contra diversos réus.

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O caso de Lively tem sido acompanhado de perto em Hollywood. Ele atraiu pessoas famosas como a cantora Taylor Swift, a modelo Gigi Hadid e o ator Hugh Jackman, que podem, segundo Lively, ter informações que sustentam suas alegações.

Lively, de 38 anos, processou Baldoni, Wayfarer e ‌outros em dezembro de 2024, pedindo indenização não especificada por suposto assédio, difamação, invasão de privacidade e ‌violações de leis federais e ⁠estaduais de direitos civis.

Ela ⁠reclamou que os réus criaram uma atmosfera sexualmente carregada durante a produção do filme e, em seguida, planejaram ⁠silenciá-la e outras pessoas para que não se manifestassem ‌sobre o ambiente hostil que ‌criaram.

Baldoni, de 42 anos, argumentou que resolveu as preocupações de Lively assim que ela as levantou e que ele tinha o direito de contratar uma empresa de gerenciamento de crises após Lively começar a depreciá-lo publicamente.

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Ao pedir o indeferimento das acusações, o advogado de Baldoni, ⁠Jonathan Bach, argumentou durante uma audiência em 22 de janeiro que o caso de Lively se baseava em "pequenas ofensas" triviais que, em conjunto, não sustentavam sua alegação de local de trabalho hostil.

A advogada de Lively, Esra Hudson, argumentou que Baldoni passou dos limites em diversas ocasiões, inclusive desviando-se do roteiro ao acrescentar conteúdo sexual desnecessário.

Hudson ‌disse que isso incluiu uma sequência de dança em que Baldoni supostamente "acariciou" Lively sem consentimento e uma cena em que a personagem de Lively estava dando à luz e ela foi ⁠pressionada a usar pouca roupa e simular nudez.

Liman escreveu que a suposta conduta de Baldoni parecia ser dirigida à personagem de Lively na cena, e não à própria Lively.

"Artistas criativos, assim como escritores de salas de comédia, devem ter algum espaço para fazer experiências dentro dos limites de um roteiro acordado sem medo de serem responsabilizados por assédio sexual", escreveu o juiz.

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"É Assim Que Acaba" estrelou Lively como dona de uma floricultura que se casa com um neurocirurgião interpretado por Baldoni.

O personagem dele se torna abusivo, lembrando a personagem de Lively do relacionamento de seus pais, e o casamento se desfaz depois que a personagem de Lively se reconecta com seu primeiro amor, que se tornou chef e dono de restaurante.

Apesar das críticas mistas, o filme arrecadou mais de US$351 milhões em todo o mundo, de acordo com o Box Office Mojo.

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