Juiz nega pedido para que Lindsay Clancy seja considerada inocente após anulação de julgamento

1 out 2026 - 18h54
Resumo
Um juiz de Massachusetts rejeitou o pedido para declarar Lindsay Clancy inocente pela morte de seus três filhos em 2023, após a anulação do julgamento por impasse no júri. A defesa alegou falta de provas e insanidade por psicose pós-parto, mas o magistrado afirmou que a promotoria apresentou evidências suficientes de que ela estrangulou as crianças e tinha capacidade para compreender a ilicitude dos atos. Clancy tentou o suicídio após o crime e ficou paraplégica.

Um juiz de ‌Massachusetts que presidiu o julgamento de Lindsay Clancy por homicídio rejeitou, nesta quinta-feira, um pedido de seus advogados para que ela fosse declarada inocente do crime, afirmando que a promotoria apresentou provas suficientes para que o júri a ⁠considerasse responsável pela morte de seus três filhos pequenos ‌em 2023.

Os advogados de Clancy haviam instado o juiz William Sullivan, em Plymouth, a concluir que a promotoria ‌não havia conseguido provar que ela ‌pudesse ser considerada criminalmente responsável pela morte de seus ⁠filhos apesar de sofrer do que eles alegavam ser uma doença mental. Sullivan declarou a nulidade do julgamento em 4 de setembro, após o júri chegar a um impasse.

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Ninguém naquele julgamento contestou que Clancy estrangulou seus três filhos ‌com faixas elásticas de ginástica em 24 de janeiro de ‌2023, no porão ⁠de sua casa ⁠em Duxbury, subúrbio de Boston. Em seguida, ela se cortou com ⁠uma faca e pulou ‌de uma janela do ‌segundo andar na tentativa de tirar a própria vida, ficando paralisada.

Mas, nesta quinta-feira, os advogados de Clancy alegaram que os promotores não apresentaram nenhuma prova no julgamento que ⁠comprovasse que ela tivesse de fato matado Cora, de 5 anos; Dawson, de 3; e Callan, de 8 meses. Eles também argumentaram que as provas demonstravam que Clancy estava em meio a ‌uma psicose pós-parto naquele momento e deveria ser considerada inocente por motivo de insanidade.

Sullivan, porém, afirmou que a promotoria ⁠havia apresentado provas físicas e circunstanciais suficientes para permitir que o júri concluísse que Clancy foi quem estrangulou as crianças e era criminalmente responsável por matá-las.

Ele citou o depoimento das testemunhas periciais da acusação, que "declararam ser de sua opinião que a ré não carecia de capacidade substancial para compreender a criminalidade ou a ilicitude de sua conduta".

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"Embora a ré também tenha apresentado peritos que discordavam dos peritos da acusação, cabe ao julgador, a seu critério, atribuir pouco ou nenhum peso a essas provas", escreveu Sullivan.

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