Em reunião da coalizão global contra o Estado Islâmico em Roma, o chanceler italiano Antonio Tajani reforçou a parceria com os EUA e definiu o combate ao terrorismo como prioridade para garantir a segurança e a estabilidade regional. O encontro definiu novos apoios financeiros para Iraque e Síria, além de focar na ajuda a populações deslocadas, ocorrendo na mesma semana em que italianos e norte-americanos encerraram sua missão oficial conjunta de 12 anos em território iraquiano.
O vice-premiê da Itália e ministro das Relações Exteriores, Antonio Tajani, destacou a "luta contra o terrorismo como prioridade" durante reunião da coalizão global contra o Estado Islâmico ("The Global Coalition Against Daesh"), realizada nesta quinta-feira (1º), em Roma, em colaboração com os Estados Unidos.
"A reunião de hoje reafirmou nosso firme compromisso conjunto de derrotar o EI e combater o terrorismo em todas as suas formas", afirmou Tajani, reforçando ser necessário impedir que o Estado Islâmico "recupere sua força", ao mesmo tempo em que se possa "garantir a segurança de nossos cidadãos e promover a estabilidade regional ? inclusive coibindo o tráfico e os fluxos migratórios irregulares".
"A Itália e os EUA são parceiros fundamentais nesse esforço. Continuaremos a trabalhar lado a lado, compartilhando informações e fortalecendo ainda mais nossa colaboração contra o terrorismo internacional", concluiu o chanceler italiano.
Os trabalhos foram presididos pela diretora-geral de Assuntos Políticos de Roma, Cecilia Piccioni, e pelo enviado especial de Washington para o Iraque e a Síria, embaixador Tom Barrack.
Durante o encontro, foram anunciados novos compromissos financeiros para fortalecer as capacidades dos governos sírio e iraquiano, incluindo apoio a populações deslocadas.
Os delegados também discutiram formas de melhorar a coordenação entre os doadores internacionais que apoiam as iniciativas de combate ao terrorismo e de estabilização no Iraque e na Síria.
Durante essa semana, EUA e Itália encerraram a missão oficial contra jihadistas no Iraque, após 12 anos.