Um brasileiro de 35 anos, João Guilherme Corrêa, apontado como integrante da rede neonazista "Hammerskins", foi preso pela Polícia da Itália neste sábado (27), na Lombardia.
O homem era alvo de um mandado de prisão internacional emitido pelo Brasil, onde foi condenado a 35 anos de cadeia pelo homicídio de um casal na região metropolitana de Curitiba, crime ocorrido em 2009.
Segundo o portal Metrópoles, Corrêa havia sido preso em 2022, durante uma reunião de neonazistas em Santa Catarina, e permaneceu em regime domiciliar até pouco antes de ser sentenciado, em março de 2025, quando fugiu.
As vítimas do duplo homicídio eram Bernardo Pedroso e Renata Ferreira, que, de acordo com a acusação, foram mortos devido a uma disputa pela liderança de uma organização que idolatrava o ditador nazista Adolf Hitler.
A investigação na Itália, conduzida pela Seção Antiterrorismo da Polícia em Milão, teve início a partir de informações de que o procurado havia chegado ao país alguns meses atrás com a companheira, utilizando nome falso.
As buscas se concentraram em uma ampla área rural na província de Pavia, onde o brasileiro foi encontrado. Ele está atualmente detido no presídio de San Vittore, em Milão, aguardando os trâmites do processo de extradição para o Brasil.