A morte de Miguel Abdalla Netto, encontrada dentro de sua residência em São Paulo, abriu um novo capítulo de repercussão pública ao levantar questionamentos sobre a destinação de seu patrimônio. Em edição exibida nesta terça-feira, o programa "Brasil Urgente" detalhou os possíveis caminhos legais envolvendo a herança do empresário e a eventual participação de Suzane von Richthofen no processo sucessório. Segundo especialistas consultados pela atração, a inexistência de um testamento pode permitir que parentes colaterais reivindiquem os bens deixados.
Condenada a 39 anos de prisão por envolvimento no assassinato dos próprios pais, Suzane von Richthofen compareceu à 27ª Delegacia de Polícia, na zona sul da capital, no último domingo, alegando ser a parente mais próxima de Miguel Abdalla Netto. A intenção seria formalizar a liberação do corpo, procedimento que também pode dar início ao inventário de um patrimônio estimado em aproximadamente R$ 5 milhões. O pedido foi negado pela polícia, mas, de acordo com a reportagem, ela ainda teria buscado o Ministério Público. Além dela, duas primas e uma ex-companheira do falecido também procuraram as autoridades.
Entenda o cenário jurídico da sucessão
Advogados ouvidos pelo "Brasil Urgente" explicaram que, na ausência de herdeiros diretos — como cônjuge, filhos ou pais vivos —, a legislação brasileira autoriza que sobrinhos possam pleitear a herança. Nesse contexto, tanto Suzane von Richthofen quanto o irmão, Andreas von Richthofen, poderiam apresentar requerimento judicial. A equipe jurídica ainda ressaltou que, embora Suzane tenha perdido o direito aos bens dos próprios pais, a lei não a impede de receber herança de outros familiares.
Miguel Abdalla Netto foi localizado sem vida na sexta-feira, em avançado estado de decomposição e sem indícios aparentes de violência. Imagens de câmeras de segurança indicam que ele entrou pela última vez em casa no dia 7 de janeiro. O caso segue em apuração, enquanto a definição sobre a herança depende da confirmação da existência de testamento e da análise das autoridades competentes.