Goleiro Bruno volta para a cadeia: entenda por que da prisão e quais regras foram quebradas

Saiba todos os detalhes das violações que levaram o ex-goleiro do Flamengo de volta ao regime fechado após meses de buscas na Região dos Lagos

9 mai 2026 - 10h15

O goleiro Bruno Fernandes, condenado pelo assassinato da modelo Eliza Samudio, foi preso após ser localizado em São Pedro da Aldeia, no Rio de Janeiro. O ex-atleta estava foragido há cerca de dois meses e foi transferido nesta sexta-feira (08) para o Presídio José Frederico Marques, em Benfica. Para que o público compreenda o caso, é necessário entender por que da prisão atual, que foi motivada pelo descumprimento sistemático das regras do livramento condicional. Segundo o portal g1, a Vara de Execuções Penais (VEP) decidiu que o comportamento do apenado demonstrou falta de comprometimento com as obrigações impostas pela Justiça para que ele permanecesse fora das grades.

Goleiro Bruno sendo preso
Goleiro Bruno sendo preso
Foto: Divulgação/PMERJ / Perfil Brasil

Entre os principais motivos citados pela Justiça, destaca-se uma viagem não autorizada para o Acre no dia 15 de fevereiro, onde o goleiro jogaria pelo Vasco-AC. Além disso, o Ministério Público apontou que Bruno frequentou locais proibidos, incluindo uma ida ao estádio do Maracanã e deslocamentos para Minas Gerais sem permissão judicial. O magistrado responsável pela nova ordem de prisão foi incisivo ao descrever a postura do ex-jogador. "No que concerne ao descumprimento das condições do livramento condicional, de fato, as condutas do apenado devem ser encaradas como descaso no cumprimento do benefício que lhe foi concedido", afirmou o juiz na decisão que revogou a liberdade do atleta.

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A lista de irregularidades que explicam por que da prisão também inclui o desrespeito aos horários de recolhimento noturno e a ausência de atualização do endereço de moradia por quase três anos. Bruno obteve o benefício da liberdade condicional em janeiro de 2023, mas a fiscalização apontou que ele ignorou as balizas éticas e procedimentais do sistema penal. A operação que resultou em sua captura envolveu os setores de inteligência das polícias do Rio de Janeiro e de Minas Gerais. De acordo com os agentes que efetuaram a abordagem no bairro Porto da Aldeia, o goleiro não ofereceu resistência e colaborou com os policiais durante o encaminhamento para a delegacia de Búzios.

Por outro lado, o advogado Wilton Edgar Acosta, que representa o goleiro, afirmou que pretende recorrer da decisão. A defesa argumenta que houve uma falha de comunicação sobre as exigências do benefício. "O que ocorreu, ao que tudo indica, decorreu muito mais de um desencontro ou de uma incompreensão acerca das condições impostas no período de livramento do que propriamente de qualquer intenção deliberada de afrontar a Justiça", declarou o defensor. Bruno Fernandes cumpre uma pena total superior a 22 anos pelos crimes de homicídio triplamente qualificado, sequestro e ocultação de cadáver. O caso, que chocou o país em 2010, ganha agora um novo capítulo com o retorno do ex-ídolo rubro-negro ao sistema penitenciário fluminense.

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