O crescimento das relações comerciais entre a América Latina e a Ásia tem impulsionado a busca por soluções de pagamento internacional mais rápidas e eficientes. Nesse cenário, o executivo brasileiro Vitor Aguiar atua como Chief Revenue Officer (CRO) da Reap no Brasil, empresa de infraestrutura financeira fundada na Ásia, com operações voltadas para pagamentos internacionais entre empresas.
A atuação do executivo está concentrada na ampliação dos pagamentos cross-border B2B, com foco na conexão entre empresas latino-americanas e fornecedores asiáticos. A Ásia concentra uma parcela significativa das operações da empresa e tem registrado crescimento na adoção de soluções financeiras baseadas em ativos digitais.
Com quase dez anos de experiência no setor financeiro, incluindo passagens pelo BTG Pactual e a cofundação da fintech Atisbank, Vitor Aguiar trabalha no desenvolvimento de operações voltadas ao fluxo de pagamentos internacionais entre empresas, especialmente no corredor comercial Brasil-Ásia.
"O corredor Brasil-Ásia ainda opera com uma ineficiência muito grande. Empresas que importam da China, do Japão ou do Sudeste Asiático lidam com liquidações que levam vários dias, custos de FX elevados e intermediários que consomem muita margem. Stablecoins mudam esse equilíbrio de forma estrutural: permitem que o mesmo pagamento seja liquidado em minutos ou até segundos, com rastreabilidade total e custo marginal muito menor", afirmou Vitor Aguiar.
Dados recentes apontam o avanço desse mercado. Segundo relatório da McKinsey em parceria com a Artemis Analytics, publicado em fevereiro de 2026, o volume real de pagamentos B2B realizados com stablecoins alcançou US$ 226 bilhões em 2025, representando crescimento de 733% em relação ao ano anterior.
O estudo indica ainda que a Ásia concentra aproximadamente 60% do volume global de pagamentos com stablecoins, somando cerca de US$ 245 bilhões. O crescimento é impulsionado principalmente por operações originadas em centros financeiros como Singapura, Hong Kong e Japão.
Outro indicador citado no relatório é o desempenho do sistema interbancário chinês de pagamentos internacionais (CIPS), que registrou crescimento de 43% no volume anual de transações em 2024, atingindo o equivalente a US$ 24,45 trilhões.
O mercado global de pagamentos internacionais entre empresas também apresenta perspectivas de expansão. Segundo dados da Convera, o segmento de pagamentos cross-border B2B deve crescer de US$ 31,6 trilhões em 2024 para US$ 50 trilhões até 2032.
Na América Latina, que respondeu por aproximadamente 7% do mercado global de pagamentos internacionais em 2024, países como Brasil, México e Colômbia aparecem entre os principais mercados na adoção de soluções digitais voltadas para transações internacionais.
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