Emagrecimento: tratamento exige avaliação médica individual

Dr. Julio de Luca explica a importância de um atendimento individualizado com foco em resultados sustentáveis

14 jan 2026 - 12h51
(atualizado às 14h56)

Uma pesquisa do Instituto Datafolha e da farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk revelou que, em média, 59% dos brasileiros estão com sobrepeso. Apesar disso, apenas 11% dos entrevistados buscaram um diagnóstico formal para o problema, ainda segundo o estudo "Meu Peso, Minha Jornada", repercutido pela revista Veja.

Foto: Imagem de prostock-studio no Freepik / DINO

Nesse panorama, muitas pessoas buscam profissionais de saúde a fim de encontrar a melhor opção de emagrecimento, quando se deparam com as duas principais modalidades: emagrecimento clínico e cirurgia bariátrica. Segundo o médico Dr. Julio de Luca, especialista em obesidade e emagrecimento e cirurgia do aparelho digestivo, a decisão entre uma alternativa ou outra não é baseada apenas no peso ou no IMC (Índice de Massa Corporal) isoladamente. 

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São avaliados um conjunto de critérios clínicos e metabólicos, como a presença de doenças associadas — diabetes tipo 2, hipertensão, apneia do sono, colesterol —, histórico de tentativas de emagrecimento, resposta a tratamentos clínicos, idade metabólica e impacto da obesidade na qualidade de vida e bem-estar.

O Dr. Julio de Luca explica que também são observados o padrão de ganho de peso ao longo da vida e a capacidade de adesão ao tratamento. "Muitos pacientes têm excelente resposta ao acompanhamento clínico bem estruturado, como o uso das canetas emagrecedoras, como a tirzepatida. Outros, mesmo com esforço e disciplina, não conseguem atingir controle metabólico adequado e, nesses casos, a cirurgia passa a ser considerada como uma ferramenta terapêutica", complementa.

A cirurgia bariátrica é indicada quando há uma doença metabólica estabelecida e refratária ao tratamento clínico isolado. "Fatores como diabetes de difícil controle, doença do refluxo severa e apnéia do sono associados à obesidade e histórico de múltiplas tentativas frustradas de emagrecimento pesam nessa decisão", explica o médico.

Pré-operatório é essencial para cirurgia bariátrica

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Segundo o Dr. Julio de Luca, o pré-operatório é uma etapa fundamental do tratamento de cirurgia bariátrica, não apenas um requisito cirúrgico. Ele envolve avaliação clínica completa, exames, acompanhamento nutricional, psicológico e orientações detalhadas.

"Esse processo garante que o paciente esteja fisicamente seguro e emocionalmente preparado para as mudanças que virão, reduz riscos e aumenta significativamente as chances de sucesso a longo prazo", completa.

A manutenção do peso perdido a longo prazo é uma das principais dificuldades de quem emagrece, por exemplo, por meio de dietas restritivas. Segundo o estudo internacional "Dukan e Depois?", repercutido pelo portal GShow, 75% dos entrevistados que adotam dietas restritivas voltam ao peso que haviam perdido.

Resultados diferem em tempo, magnitude e impacto metabólico

O Dr. Julio de Luca observa que os resultados esperados em cada abordagem (clínica ou cirúrgica) diferem em tempo, magnitude e impacto metabólico, o que deve ser comunicado durante a avaliação. O tratamento clínico tende a promover uma perda de peso gradual, com impacto metabólico progressivo quando há boa adesão e pode levar à perda de até 24% do peso inicial, relata o médico.

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"Já a cirurgia bariátrica costuma gerar uma perda mais expressiva e rápida, com melhora metabólica precoce, muitas vezes antes mesmo da grande perda de peso. São abordagens complementares, indicadas para perfis diferentes de pacientes, utilizadas de forma integrada ao longo da vida. Não existe competição entre métodos, mas sim um cuidado contínuo, individualizado e baseado em ciência", ressalta.

Mudança de estilo de vida é fundamental

A mudança de estilo de vida é o pilar central de qualquer tratamento da obesidade. "Alimentação equilibrada, atividade física, cuidado com a saúde emocional e, principalmente, acompanhamento médico contínuo são indispensáveis tanto no tratamento clínico quanto no cirúrgico. É justamente esse alinhamento gradual que garante resultados duradouros", diz o médico.

Apesar disso, em média, metade das pessoas não se esforçam para alcançar o peso desejado, conforme um levantamento conduzido pelo Instituto de Pesquisas Ideafix que entrevistou 800 mulheres a fim de entender a percepção das brasileiras sobre seu corpo e identificar hábitos em relação à alimentação, dietas e atividades físicas.

O balanço, realizado a pedido da NESFIT, também revelou que, mesmo quando há empenho para o emagrecimento, este não é efetivo, o que leva ao chamado "efeito sanfona".

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De acordo com o médico, a avaliação para diferenciar pacientes que podem obter resultados satisfatórios com acompanhamento clínico daqueles que necessitam de intervenção cirúrgica é sempre individualizada e aprofundada. 

"A avaliação inclui uma escuta atenta da história do paciente, análise de exames laboratoriais, composição corporal através da bioimpedância, avaliação metabólica, comportamental e emocional", comenta o médico.

Para concluir, o Dr. Julio de Luca destaca que, mais do que escolher entre tratamento clínico ou cirurgia, é importante que o paciente seja acolhido, ouvido e conduzido por uma equipe preparada. "Quando o cuidado é individualizado, baseado em ciência e focado em saúde e qualidade de vida, os resultados aparecem de forma consistente e sustentável", afirma.

Sobre o Dr. Julio de Luca

O Dr. Julio de Luca é médico com atuação em Criciúma - SC, realizou residência médica em cirurgia geral no Hospital São José de Criciúma (SC) e residência em cirurgia do aparelho digestivo no Hospital Regional de São José, na Grande Florianópolis. Além disso, é pós-graduando em obesidade e emagrecimento e atua como professor do curso de Medicina da UNESC e preceptor da Residência de Cirurgia Geral do Hospital São José, com participação ativa na formação de novos médicos.

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Para mais informações, basta acessar: https://drJuliodeluca.com.br/

Este é um conteúdo comercial divulgado pela empresa Dino e não é de responsabilidade do Terra
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