Web reage ao cancelamento de debate na Globo; veja as reações

A emissora desisitiu de realizar o embate entre os candidatos à Presidência na noite desta quinta-feira, 1º

1 out 2026 - 22h47
(atualizado às 23h37)
Debate da Globo foi cancelado pela emissora após decisões judiciais tentarem impor regras novas
Debate da Globo foi cancelado pela emissora após decisões judiciais tentarem impor regras novas
Foto: Pedro Kirilos/Estadão / Estadão

A Globo se tornou o assunto mais comentado no X, o antigo Twitter, na noite desta quinta-feira, 1º, após anunciar o cancelamento do debate que realizaria entre os candidatos à Presidência da República. Em comunicado a emissora justificou que "interferências" de decisões judiciais levaram à decisão, que tem sido debatida entre internautas.

Os pontos mais levantados nas redes sociais são sobre os candidatos que decidiram não participar do confronto. Lula (PT) havia informado anteriormente que não iria ao debate. Internautas opinaram que ele tomou essa decisão para poder discursar sozinho no podcast para o qual deu entrevista nesta noite, o que foi ainda mais positivo para ele com o cancelamento do debate.

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Porém, internautas argumentaram que a decisão de Lula não foi correta e que demonstra o medo do candidato à reeleição de enfrentar os concorrentes.

Após Lula, Flávio Bolsonaro (PL) anunciou que não participaria do debate. O candidato comunicou a decisão após uma determinação judicial de que Renan Santos (Missão) deveria participar do debate, o que fez críticos do filho de Jair Bolsonaro argumentarem que ele ficou com medo do embate.

Porém, apoiadores de Flávio disseram que não fazia sentido o postulante ir ao confronto se não poderia debater com o principal concorrente, Lula.

Ainda houve quem lamentou o cancelamento e a falta de oportunidades de ver os candidatos debatendo propostas.

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Cancelamento do debate

A Globo declarou que decidiu pelo cancelamento após o recebimento de duas notificações judiciais. A primeira delas foi da ministra Stella Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que contestou as regras do debate para o púlpito de Lula.

Foi acordado entre os partidos que, caso um presidenciável não fosse ao debate, o púlpito com o nome dele deveria ficar vazio e que os adversários presentes poderiam contar com 30 segundos para fazer uma pergunta que seria direcionada ao candidato ausente. A decisão da ministra vetava essa dinâmica com o púlpito do petista.

A segunda notificação é do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou que o candidato Renan Santos (Missão) deveria ser convidado ao debate, mesmo sendo de um partido com apenas um parlamentar no Congresso Nacional, o que contraria as regras de debates que estabelecem a obrigatoriedade do convite para candidatos de partidos com ao menos cinco parlamentares no Congresso.

Fonte: Portal Terra
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