Vereadora Iara Pimentel (PT), de Montes Claros (MG), foi atingida na cabeça durante ataque violento a carreata de apoio a Lula e está hospitalizada; o caso gerou repercussão e pedidos de investigação.
Vereadora de Montes Claros, em Minas Gerais, Iara Pimentel (PT) ficou ferida e precisou ser socorrida após sofrer um ataque na noite deste sábado, 24, quando participava de uma carreata em apoio à eleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Imagens que repercutem nas redes mostram o momento em que um grupo de homens vestidos de verde e amarelo atacam o carro de som, arremessando objetos. Segundo relatos de participantes da carreata, eles teriam arremessado garrafas de vidro, tijolos e outros objetos.
Pimentel foi atingida na cabeça e ficou ensaguentada. Em nota, a assessoria da vereadora afirma que ela foi socorrida pelo SAMU e encaminhada ao hospital, onde passa por exames e está em observação.
A Secretaria de Segurança Pública de Minas Gerais não se pronunciou até o momento. Veja abaixo a nota publicada pela assessoria da vereadora.
A violência política é uma ameaça à democracia e não pode ser naturalizada.
Na noite deste sábado (24), após o ato de campanha em apoio ao presidente Lula, em Montes Claros, a vereadora Iara Pimentel (PT) e outros manifestantes foram vítimas de agressões na Avenida Sanitária. Segundo relatos, o carro de som em que a vereadora estava foi atingido por garrafas de vidro, tijolos e outros objetos. Iara foi atingida no rosto, precisou ser socorrida pelo SAMU e encaminhada ao hospital, onde passa por exames, está medicada e em observação.
É inadmissível que pessoas sejam agredidas por expressarem suas posições políticas. Nenhuma divergência justifica a violência. A democracia pressupõe liberdade de manifestação, respeito às diferenças e o direito de participar da vida política sem medo de ameaças ou agressões.
O episódio exige investigação rigorosa, apuração dos fatos e responsabilização dos envolvidos. A violência política não pode ser tratada como algo corriqueiro, muito menos tolerada como parte do debate público.
A vereadora manifesta solidariedade a todas as pessoas que também foram agredidas e agradece as mensagens de apoio e preocupação recebidas neste momento.
Pensar diferente é um direito. A violência política é uma ameaça à democracia. Nenhuma divergência pode justificar agressões ou colocar vidas em risco.