O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, disse que nem os relatórios do órgão ou da Polícia Federal identificaram, até o momento, riscos de interferência internacional ou de atentados nas eleições deste domingo, 4.
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O ministro comentou a suspensão das atividades em algumas embaixadas no Brasil, incluindo a dos Estados Unidos, que teria gerado desconfianças sobre uma possível intervenção nas eleições. Segundo Nunes Marques, porém, é comum a interrupção dos serviços consulares nos dias em que atencedem uma votação em momentos em "que há um acirramento, uma divisão política no país".
"Os nossos indicativos das equipes que monitoram riscos internacionais não apontam qualquer tipo de risco, inclusive agora mais recentemente o diretor da Polícia Federal confirmou", disse, se referindo à coletiva dada pelo diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues.
Ainda de acordo com o ministro, também não há indícios de ameaças ou atentados por parte do crime organizado, boato que teria circulado nas redes sociais.
O presidente do TSE complementou que acredita que a parceria das plataformas de mídias sociais estrangeiras com os órgãos brasileiros colaborou para que as eleições não ocorressem problemas de interferência internacional.
Eleições sem grandes intercorrências
Ao divulgar o balanço parcial das eleições 2026, Nunes Marques considerou que não houve grandes intercorrências até aqui. Faltando cerca de 3 horas para o encerramento da votação, 1.121 urnas precisaram ser substituídas, o que representa cerca de 0,2% do total. Segundo o ministro, a maioria das trocas ocorreu por falhas de energia.
Nunes Marques ressaltou ainda que o Estado que gerou maior preocupação ao TSE foi o Paraná, atingido por fortes chuvas neste domingo. Ao menos 94 cidades paranaenses estavam com problemas de energia por volta das 14h em decorrência das chuvas e ventanias. Ainda assim, o ministro afirmou que nas seções eleitorais não havia falta de energia.
"Os efeitos do El Niño poderiam ser piores do que estão ocorrendo hoje. As previsões eram de que a seca no norte e as enchentes no sul pudessem provocar deslocamento de seções eleitorais e obstacularizar o deslocamento de eleitores até as urnas", iniciou o ministro, complementando que o cenário não se concretizou.
"O que importa repassar é que em relação a seções eleitorais tudo está funcionando normalmente. Todas as urnas estão funcionando. Nós temos geradores e baterias suficientes para concluir todo o processo", destacou.