O candidato à Presidência Augusto Cury (Avante) afirmou que prepara um mandado de segurança para tentar adiar o primeiro turno das eleições em uma semana, alegando decepção com as instituições, embora ainda não tenha certeza se apresentará a ação. Em protesto no STF, Cury classificou as campanhas pelo voto útil como uma ditadura, criticou as ausências de adversários nos debates eleitorais e antecipou que não apoiará nenhum candidato na disputa de segundo turno.
O candidato à Presidência Augusto Cury (Avante) disse que chamou advogados para elaborar um mandado de segurança para adiar em uma semana o primeiro turno das eleições, marcado para este domingo, 4. "Estou tão decepcionado com as instituições brasileiras que, por alguns momentos, chamei alguns advogados para fazer até um mandado de segurança para adiar essas eleições por mais uma semana. Não pedi ainda, mas nós estamos elaborando esse mandato e não sei se o faremos", disse o candidato em manifestação a cerca de 30 apoiadores em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF).
O presidenciável disse que é uma "ditadura" o pedido de voto útil por outros candidatos à Presidência. "É uma vergonha, até uma ditadura, o que alguns candidatos estão fazendo pedindo voto útil. O voto útil é tolher, asfixiar o direito de cada cidadão no dia 4 de outubro decidir em quem vai votar", destacou.
Cury disse ainda que não apoiará nenhum candidato para o segundo turno. "É uma vergonha Flávio Bolsonaro (PL) ter fugido do debate da Globo, é uma vergonha Lula da Silva ter fugido. Augusto Cury não foge porque eu não dependo do poder. Ele sem o poder não sobrevive", afirmou.