Michelle Bolsonaro faz valer força do sobrenome, vence sua 1ª eleição e é eleita senadora pelo Distrito Federal

Ex-primeira-dama foi a mais votada na unidade federativa e ocupará a cadeira até 2034

4 out 2026 - 18h36
Michelle Bolsonaro (PL) foi eleita senadora pelo Distrito Federal
Michelle Bolsonaro (PL) foi eleita senadora pelo Distrito Federal
Foto: Divulgação/PL Mulher/Flickr

Michelle Bolsonaro (PL) fez valer a força do sobrenome e foi eleita senadora pelo Distrito Federal, neste domingo, 4. A ex-primeira-dama ficará no cargo até 2034.

Além dela, Bia Kicis (PL), sua aliada, foi a segunda mais votada e também ocupará o cargo no Senado pelos próximos oito anos. 

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As pesquisas já demonstravam um cenário favorável para a esposa do  ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que liderava as intenções de voto desde o começo da corrida eleitoral. 

Kicis, por sua vez, ultrapassou Leila do Vôlei (PDT), que, ao longo da campanha, aparecia na segunda posição em pesquisas.

Em julho, ainda em fase de pré-campanha, a ex-primeira-dama foi considerada a mulher que tem mais poder atualmente no Brasil por 15,4% dos entrevistados da pesquisa Meio/Ideia. A sondagem foi espontânea, ou seja, sem que uma lista com nomes fosse apresentada para que o entrevistado escolhesse a opção.

No segundo lugar em menções aparece a primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, com 9%, seguida pela ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia, com 4,5%. 

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Durante o ano eleitoral, Michelle sofreu alguns percalços. Em junho, ela e o enteado Flávio Bolsonaro (PL) enfrentaram uma crise pública, que ganhou força após a política assumir se sentir “humilhada” pelo candidato à Presidência. Com reflexo da desavença, a esposa de Bolsonaro deixou a presidência do PL Mulher. 

Na época, a agora senadora eleita revelou que eles não mantinham contato desde o fim do ano passado. Mesmo com o pedido público de desculpas feito por Flávio, ela deixou de seguir Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e Carlos Bolsonaro (PL-RJ) no Instagram, mas continuava a seguir o filho 01 do marido. 

No entanto, a briga foi deixada de lado, pelo menos publicamente, e os dois reestabeleceram os laços antes do início da campanha, em agosto, e Michelle apoiou Flávio na corrida presidencial.

Durante esse período, a ex-primeira-dama também esteve internada duas vezes, devido à crises de enxaqueca.

Neste domingo, Michelle chegou a ser hostilizada ao votar e discutiu com eleitora.

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Quem é Michelle Bolsonaro

Michelle de Paula Firmo Reinaldo Bolsonaro nasceu em março de 1982, em Ceilândia (DF), e tem 44 anos. Cadastrada no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) como empresária, ela é da coligação Propósito e Ação. 

Ela e Bolsonaro se conheceram em 2007, quando ela trabalhava como secretária parlamentar na Câmara dos Deputados, e Bolsonaro já exercia o cargo de deputado federal. O relacionamento dos dois evoluiu rapidamente. Foram seis meses de namoro e três meses de noivado, até que em novembro daquele ano, oficializaram a união civil. 

Na época, Michelle já tinha uma filha, Letícia, fruto de um relacionamento anterior. A festa religiosa dos dois ocorreu somente em março de 2013, celebrada pelo Pastor Sila Malafaia, no Rio de Janeiro. Três anos antes disso, eles tiveram Laura Bolsonaro. Para que ela pudesse engravidar, Bolsonaro reverteu uma vasectomia. 

Em 2019, ela se tornou primeira-dama com a chegada de Bolsonaro à Presidência. Na cerimônia de posse, ela chamou a atenção ao discursar em Libras. Em 2022, ela foi considerada peça fundamental para a campanha à reeleição do marido, sempre participando de eventos oficiais.

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Michelle passou a ter notoriedade dentro da política quando se tornou presidente nacional do PL Mulher, em março de 2023, cargo que ocupou até junho deste ano. De lá para cá, ela conseguiu consolidar sua imagem, seguindo uma tendência crescente de fortalecimento do papel das mulheres na política brasileira. 

Fonte: Portal Terra
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