Eduarda Campopiano, deputada estadual mais votada de SP em 2026, gerou polêmica com declarações sobre indígenas e a colonização, o que resultou em denúncia por racismo.
Eduarda Campopiano (PL), de 23 anos, candidata mais votada para a Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) nas eleições de 2026, já agradeceu a Deus pela colonização do Brasil e afirmou que povos indígenas são canibais e matam crianças.
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Campopiano é vereadora de Praia Grande e ganhou projeção nas redes sociais com pautas conservadoras e alinhadas ao bolsonarismo. Neste domingo, 4, ela superou com folga nomes tradicionais da política paulista e obteve 1.881.922 votos. Em maio deste ano, no podcast RedCast, a política afirmou que 'sem a catequização, os indígenas estariam cometendo canibalismo no Brasil'.
"Glória a Deus que colonizaram, glória a Deus que catequizaram as índias. Glória a Deus que a extrema direita chegou e falou para os índios: 'galera, fazer sacrifício e comer o braço do irmãozinho não é legal, enterrar criança viva…'", declarou a vereadora.
Diante da declaração, a liderança indígena Katú Mirim registrou boletim de ocorrência em São Paulo pelo crime de racismo.
Campopiano nasceu em Campinas em 22 de julho de 2003 e ingressou na política eleitoral em 2024. Naquele ano, foi eleita vereadora de Praia Grande, no litoral paulista, com 3.583 votos, tornando-se a parlamentar mais jovem da história recente da Câmara Municipal da cidade ao tomar posse aos 21 anos.