Com apoio de Lula, família Calheiros sucumbe, perde governo e vaga no Senado e vê rival Lira emergir das urnas vitorioso em AL

Renan Filho perdeu a disputa pelo governo para JHC; Renan Calheiros, o pai, não conseguiu a reeleição ao Senado

4 out 2026 - 22h46
(atualizado às 22h51)
Renan Calheiros Filho e Renan Calheiros fracassaram nas urnas neste domingo, 4
Renan Calheiros Filho e Renan Calheiros fracassaram nas urnas neste domingo, 4
Foto: Divulgação/MDB

A família Calheiros sofreu uma derrota dupla nas eleições deste domingo, 4, em Alagoas. Com o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o ex-governador e senador Renan Filho (MDB) tentou retornar ao comando do Estado, mas perdeu a disputa para um aliado de Flávio Bolsonaro (PL). No Senado, o pai, Renan Calheiros (MDB), também não conseguiu se reeleger, com derrotados para aliados da família Bolsonaro.

O resultado encerra um dos ciclos de maior influência política da família em Alagoas. Renan Calheiros está no Senado desde 1995 e buscava o quinto mandato na Casa. Com a derrota, deixará o Congresso ao fim do atual mandato, no início de 2027. Ele presidiu o Senado em quatro ocasiões e se consolidou ao longo de décadas como uma das principais lideranças do MDB no país.

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Na disputa pelo Senado, Arthur Lira (PP) e Marina JHC (PSDB) conquistaram as duas vagas de Alagoas. A vitória de Lira tem peso especial porque ele foi um dos principais adversários políticos dos Calheiros no Estado. Ex-presidente da Câmara dos Deputados, Lira deixa a Casa Baixa após quatro mandatos consecutivos e passará a integrar o Senado a partir de 2027.

Na disputa pelo governo de Alagoas, Renan Filho perdeu para JHC (PSDB), ex-prefeito de Maceió. A disputa foi marcada pela polarização entre os dois grupos políticos. Renan Filho contou com o apoio de Lula, que esteve em Maceió durante a campanha. JHC, por sua vez, recebeu o apoio de Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência.

Embora o resultado das urnas reduza a presença direta da família Calheiros no Congresso, Renan Filho continuará no Senado. Ele foi eleito em 2022 e tem mandato até 2030. Nos primeiros quatro anos, porém, ele esteve no Ministério dos Transportes de Lula.

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Fonte: Portal Terra
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