Mais de 33 milhões de brasileiros deixaram de votar no primeiro turno das eleições de 2026, neste domingo, 4. A taxa de abstenção chegou a 21,07%, o maior percentual registrado em uma eleição presidencial desde 1998. Os dados foram consolidados junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) às 22h15.
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Com 99,64% das seções totalizadas, 33.329.493 eleitores não haviam comparecido às urnas. Outros 124,8 milhões tinham votado, o equivalente a 78,93% do eleitorado das seções já apuradas. Os números ainda podem sofrer uma pequena alteração até a conclusão da totalização.
O resultado supera o registrado no primeiro turno de 2022, quando 32.770.982 eleitores não votaram, o equivalente a 20,95% dos 156,4 milhões de pessoas aptas a participar daquela eleição. Até o estágio atual da apuração, portanto, o País tem cerca de 558 mil ausentes a mais do que quatro anos atrás.
A taxa de abstenção vem crescendo nas eleições presidenciais desde 2006. Naquele ano, 16,75% dos eleitores não votaram no primeiro turno. O índice subiu para 18,12% em 2010, 19,39% em 2014, 20,33% em 2018 e 20,95% em 2022. Em 2026, alcançou 21,07%.
Veja a abstenção no primeiro turno das últimas eleições presidenciais
- 2026: 21,07% — cerca de 33,3 milhões, com a apuração ainda em andamento;
- 2022: 20,95% — 32.770.982 eleitores;
- 2018: 20,33% — 29.941.265;
- 2014: 19,39% — 27.698.475;
- 2010: 18,12%;
- 2006: 16,75%;
- 2002: 17,74%;
- 1998: 21,49%.
Apesar do recorde em número de eleitores ausentes, 2026 ainda não superou, proporcionalmente, a eleição presidencial de 1998. Naquele pleito, vencido por Fernando Henrique Cardoso no primeiro turno, 21,49% do eleitorado não compareceu.
A abstenção não inclui votos brancos ou nulos. Para a Justiça Eleitoral, ela corresponde aos eleitores aptos que não compareceram à seção eleitoral. Quem vai às urnas e vota em branco ou anula o voto é contabilizado entre os eleitores que compareceram.