Crise no Oriente Médio reacende alerta sobre conectividade

A escalada das tensões no Oriente Médio e os riscos à infraestrutura crítica reacenderam o debate global sobre resiliência digital. Com pressão sobre energia, logística e cabos submarinos, especialistas apontam que conectividade passa a ser tratada como ativo estratégico. No Brasil, o movimento reforça discussões sobre ofertas mais flexíveis e complementares para provedores e empresas.

20 mar 2026 - 13h46
(atualizado às 16h52)

A escalada das tensões no Oriente Médio e o fechamento prático do Estreito de Ormuz ampliaram a pressão sobre energia, logística e cadeias globais, reacendendo um debate que também alcança o setor de telecomunicações: o da resiliência da infraestrutura crítica. Dados reportados pela Reuters mostram que as exportações de petróleo do Golfo caíram pelo menos 60% na semana até 15 de março, enquanto produtores da região passaram a buscar rotas alternativas para contornar o bloqueio parcial da passagem, um dos principais corredores energéticos do mundo.

Foto: Play Tecnologia / DINO

No entendimento da Play Tecnologia, empresa que atua na implantação de operações móveis de marca própria, esse cenário global ajuda a acelerar uma mudança de percepção no mercado brasileiro: conectividade deixa de ser vista apenas como serviço de acesso e passa a ganhar peso também como tema de continuidade operacional, relacionamento e estratégia de portfólio para provedores e empresas.

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Cabos submarinos e resiliência entram no centro do debate

A preocupação não é isolada. Na última semana, Reino Unido e Irlanda anunciaram exercícios conjuntos para testar a prontidão diante de incidentes com cabos submarinos, em resposta ao aumento das tensões geopolíticas e da atividade hostil sobre infraestrutura sensível. Em paralelo, a União Internacional de Telecomunicações (ITU) realizou em fevereiro, no Porto, a segunda edição do International Submarine Cable Resilience Summit, reunindo governos, reguladores, investidores e operadores para discutir proteção, financiamento, coordenação e aceleração de reparos em cabos submarinos.

O debate vem sendo sustentado também por estudos estruturais. A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) afirma que as redes de comunicação se tornaram infraestrutura crítica para comércio, saúde, educação e serviços públicos e destaca que mais de 99% do tráfego IP mundial é transmitido por cabos submarinos, o que faz com que qualquer disrupção tenha efeitos amplos e imediatos.

Na Europa, a Comissão Europeia publicou em outubro de 2025 um relatório específico sobre segurança e resiliência das infraestruturas de cabos submarinos, com mapeamento de riscos e testes de estresse. O movimento reforça que a discussão internacional já ultrapassou a lógica tradicional de cobertura e preço e passou a incorporar segurança, redundância e capacidade de resposta como variáveis estratégicas para a conectividade.

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Setor de telecom busca modelos mais flexíveis e complementares

É nesse ambiente que a Play Tecnologia enxerga uma oportunidade de reposicionamento para provedores regionais e marcas que dependem fortemente de conectividade para vender, atender e se relacionar com seus clientes. A avaliação da empresa é que a telefonia móvel tende a ganhar relevância não apenas como nova fonte de receita, mas como camada complementar dentro de uma proposta mais ampla de conectividade, especialmente em operações que buscam ampliar conveniência, recorrência e percepção de continuidade.

A leitura encontra eco nas análises mais recentes do setor móvel. A GSMA Intelligence classificou 2026 como um ano de transformação importante para a indústria de telecom, com destaque para conectividade, transformação de redes, IoT e evolução do mercado empresarial. O relatório aponta que os movimentos em curso não se limitam ao consumo tradicional de dados, mas abrangem novos modelos de operação e de captura de valor no ecossistema móvel.

Segundo a Play Tecnologia, esse contexto favorece soluções mais flexíveis e mais rápidas de implementar. A empresa afirma já contar com estrutura para implantação de MVNO com uso das redes Vivo e TIM, além de recursos como integrações com principais ERP do setor, split de pagamento simultâneo entre as partes envolvidas na venda, módulo de franquias e módulo de cashback. Na visão da companhia, esse tipo de arquitetura permite que o móvel seja trabalhado não só como produto adicional, mas como extensão da estratégia comercial e de relacionamento de provedores, redes e marcas.

A tendência, segundo a empresa, é que o mercado passe a valorizar cada vez mais ofertas combinadas e modelos capazes de ampliar presença no dia a dia do cliente sem exigir a replicação da estrutura de uma operadora tradicional. Em um cenário internacional mais instável e mais atento à infraestrutura crítica, a conectividade tende a ser tratada menos como commodity e mais como ativo estratégico.

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