A cada quatro anos, o ciclo se repete: o consumidor brasileiro troca de televisor. Mas desta vez, a migração vai além do tamanho, e a inteligência artificial está no centro da transformação.
Existe um calendário não oficial que todo fabricante de televisores conhece de cor: Black Friday e Copa do Mundo. A diferença é que a primeira acontece todo ano, e a segunda, não. Isso cria um comportamento de consumo peculiar, em que boa parte dos brasileiros sincroniza, voluntária ou involuntariamente, a troca da TV com o ciclo do torneio.
"Comumente, o consumidor tende a trocar de televisor de quatro em quatro anos", explica Alexandre Gleb, da Samsung Brasil, em entrevista ao Xataka Brasil. Segundo ele, a sazonalidade do Mundial chega a inverter a lógica habitual do mercado: em anos normais, cerca de 55% do volume de TVs vendidas se concentra no segundo semestre, puxado pela Black Friday. Em anos de Mundial, essa divisão se equilibra, podendo ultrapassar os 50% já no primeiro semestre.
O consumidor antecipa a compra, e o mercado responde com datas estratégicas, como o Dia do Consumidor e a Semana das Mães, transformadas em janelas de promoção voltadas justamente para quem quer estar bem equipado antes do apito inicial.
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