O sistema de consórcios atingiu 13,03 milhões de participantes ativos em maio, marca inédita na história de mais de 63 anos, registrando 11,1% acima dos 11,73 milhões alcançados no mesmo mês do ano passado.
Desde os 3 milhões em janeiro de 2005 até chegar ao recorde de 13 milhões em maio deste ano, vários fatores contribuíram para que o alcance de cada milhão de participantes ativos fosse conquistado.
A ampliação ou redução dos prazos das marcas foram atingidos em razão de oscilações na economia, maior conhecimento da educação financeira, pesquisas e comparações de custos e oportunidades, gestão das finanças pessoais.
Importante destacar que, nos últimos cinco anos, a partir da pandemia, houve aceleração nas adesões, provocando diminuição dos intervalos, com períodos variando de 16 a 10 meses, o que evidenciou maior confiança e mais credibilidade no sistema de consórcios, acelerando cada novo êxito.
As vendas nos cinco primeiros meses acumularam 2,36 milhões de cotas, 14,0% mais que os 2,07 milhões do mesmo período de 2025. Outro destaque em maio foi o recorde de adesões do ano em veículos pesados, que superou 18,80 mil cotas, sinalizando boas perspectivas para os próximos meses.
Também os decorrentes negócios realizados cresceram. Na somatória de janeiro a maio deste ano sobre a do ano anterior, a alta foi de 24,9%. O salto foi de R$ 186,55 bilhões para R$ 232,94 bilhões.
Ao chegar a 13,03 milhões de participantes ativos em maio deste ano, ficou registrado 58,7% de crescimento sobre os 8,21 milhões anotados em janeiro de 2022. Neste período, pouco mais de quatro anos, foram obtidos 52 recordes consecutivos, com exceção de abril de 2023.
Ainda de janeiro a maio, o acumulado de contemplações, ocasião em que os créditos concedidos podem ser transformados em bens e serviços, alcançou 753,58 mil, 4,3% mais que as 722,75 mil do mesmo período de 2025. Os correspondentes créditos concedidos totalizaram R$ 53,83 bilhões, potencialmente injetados na economia, 13,8% superiores aos R$ 47,32 bilhões anteriores.
O tíquete médio de maio apontou R$ 109,57 mil. O aumento foi de 12,3% sobre o do mesmo mês de 2025, quando havia atingido R$ 97,60 mil. O avanço reafirma o interesse do brasileiro por cotas de valores maiores, compatíveis com sua renda.
"Nos primeiros cinco meses, o sistema de consórcios ratificou a normalidade do ritmo dos negócios, apesar da alta da inflação e da desaceleração da economia. No panorama consorcial, quase todos os indicadores mostraram-se positivos, o que permitiu a sequência de crescimento anotada ao longo dos últimos anos. "Com o conhecimento da essência da educação financeira e aplicando o planejamento para aderir ao mecanismo, o brasileiro tem, mais e mais vezes, optado pelo consórcio na hora de adquirir bens ou contratar serviços", destaca Paulo Roberto Rossi, presidente-executivo da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC).
Detalhes dos indicadores
Vendas de cotas
Nos cinco meses, o destaque nas vendas foi o total de comercializações de cotas de veículos pesados em maio: 18,82 mil, depois de anotar 12,98 mil em janeiro, 12,04 mil em fevereiro, 15,59 mil em março e 16,40 mil em abril. No consórcio de imóveis, sobressaíram-se também as 148,94 mil adesões de maio, acima da média mensal do ano de 141,29 mil.
No acumulado das adesões, 2,36 milhões, a distribuição por setor ficou assim: 824,39 mil de veículos leves; 706,43 mil de imóveis; 639,30 mil de motocicletas; 87,13 mil de eletroeletrônicos; 75,84 mil de veículos pesados; e 28,42 mil de serviços.
Percentualmente, nos seis segmentos, cinco registraram alta na soma das vendas: imóveis, com 43,7%; eletroeletrônicos e outros bens móveis duráveis, com 32,7%; serviços, com 17,3%; motocicletas, com 8,0%; e veículos leves, com 1,2%. Houve apenas uma retração: veículos pesados, com (-9,1%). Observou-se recuperação neste setor.
Contemplações
Nas contemplações, a somatória do período registrou 4,3% de alta no volume deste ano, 753,58 mil consorciados contemplados em 2026, ante os 722,75 mil em 2025.
Por setor, ficaram assim distribuídos: 319,89 mil em veículos leves; 287,66 mil em motocicletas; 67,84 mil em imóveis; 42,83 mil em veículos pesados; 18,28 mil em serviços; e 17,08 mil de eletroeletrônicos e outros bens móveis duráveis.
Participantes ativos
Em cada segmento, no qual o consórcio está presente, dos 13,03 milhões de participantes ativos, a soma ficou assim: 5,53 milhões em veículos leves; 3,25 milhões em motocicletas; 2,98 milhões em imóveis; 877,08 mil em veículos pesados; 261,46 mil em eletroeletrônicos e outros bens móveis duráveis; e 130,29 mil em serviços.
A importância dos consórcios na cadeia produtiva
Ao longo dos anos, o consórcio tem sido a opção mais simples e econômica para o consumidor atingir seus objetivos de consumo ou patrimoniais com planejamento a médio e longo prazos. No setor dos veículos leves, de janeiro a maio, a potencial presença foi de um a cada três veículos leves vendidos no país.
Ao participar da programação da produção industrial em diversos segmentos em que está presente, no setor de motocicletas, por exemplo, o mecanismo também evoluiu. Nos cinco primeiros meses de 2026, as contemplações possibilitaram a potencial aquisição de uma moto a cada três comercializadas no mercado interno.
Entre os veículos pesados, a modalidade sinalizou também um a cada três caminhões negociados para ampliação ou renovação de frotas para o setor de transportes, com destaque especial para utilização no agronegócio.
No resumo de janeiro a maio da potencial participação das contemplações do consórcio, foram liberados mais de R$ 39,98 bilhões, somente para os veículos automotores. O consórcio atingiu 29,1% de possível presença no setor de automóveis, utilitários e camionetas. No de motocicletas, houve 29,4% de provável participação, e no de veículos pesados, a relação para caminhões foi de 31,3%, no período.
No segmento imobiliário, no primeiro quadrimestre deste ano, as contemplações representaram potenciais 23,8% de participação no total de 237,26 mil imóveis financiados, incluindo recursos das cadernetas do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) e dos consórcios, potencialmente um imóvel a cada quatro comercializados.
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