Vereadora do PT leva pedrada no rosto em carreata pró-Lula em Minas Gerais

25 out 2026 - 10h22
Resumo
Durante uma carreata pró-Lula em Montes Claros (MG), no sábado (24), a vereadora Iara Pimentel (PT) foi ferida no rosto por um objeto atirado contra o trio elétrico por manifestantes contrários. Socorrida pelo SAMU e hospitalizada, a parlamentar ficou desacordada e sob observação médica. Outros participantes também relataram agressões com garrafas e pedras. A equipe da vereadora e o PT repudiaram o ataque, cobrando a apuração policial e a punição dos responsáveis pela violência política.

Apoiadores do candidato à presidência Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foram vítimas de violência durante uma carreata em Montes Claros (Minas Gerais), na noite de sábado, 24. A vereadora Iara Pimentel (PT), que estava em um carro de som, foi atingida no rosto e precisou ser socorrida pelo SAMU e encaminhada ao hospital, onde passa por exames, está medicada e em observação, segundo nota publicada pela sua assessoria de comunicação.

Vídeos nas redes sociais mostram manifestantes contrários jogando garrafas de vidro, tijolos e outros objetos no carro de som, segundo a assessoria da vereadora. Outros registros mostram a vereadora desacordada em cima do carro de som e com o rosto sangrando e, posteriormente, em uma maca ao ser socorrida pelo SAMU.

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O Estadão entrou em contato e aguarda resposta da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais e da Polícia Civil do Estado.

O deputado federal Paulo Guedes (PT), que estava no trio, relata que a agressão aconteceu no final da carreata, quando o carro passava pela Avenida Sanitária.

"Tinha um grupo de bolsonaristas agressivos, pessoas que parecem ser da alta sociedade mas parecem que estavam com o demônio dentro do corpo, começaram a jogar garrafas de cerveja no nosso trio, um negócio horroroso, e uma dessas garrafas, foi uma pedra, bateu no rosto da nossa vereadora Iara Pimentel, que nesse momento se encontra na Santa Casa. Ela foi agredida da forma covarde", diz.

Ele conta ainda que outras pessoas do grupo foram agredidas: "foram chutadas, espancadas no meio da rua, em cenas de horror".

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A equipe de Iara cobrou investigação, apuração dos fatos e responsabilização dos envolvidos. "A violência política não pode ser tratada como algo corriqueiro, muito menos tolerada como parte do debate público", afirmou, em nota. "Nenhuma divergência pode justificar agressões ou colocar vidas em risco".

"É inadmissível que pessoas sejam agredidas por expressarem suas posições políticas. Nenhuma divergência justifica a violência. A democracia pressupõe liberdade de manifestação, respeito às diferenças e o direito de participar da vida política sem medo de ameaças ou agressões", continuou o comunicado.

O diretório de Minas Gerais do Partido dos Trabalhadores compartilhou publicação em que "manifesta sua mais profunda indignação diante dos graves episódios de violência" e prestou solidariedade a Iara.

"É inadmissível que cidadãos, famílias e crianças sejam expostos à violência simplesmente por participarem de uma manifestação política. Exigimos a identificação dos agressores, a rigorosa apuração dos fatos e a responsabilização de todos os envolvidos", afirma o diretório estadual do partido.

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