Em encontro com comerciantes em São Paulo, o candidato Ronaldo Caiado defendeu a punição a ministros do STF que cometerem crimes e prometeu rigor contra as apostas online. Além de apoiar a isenção de impostos para lojistas nacionais competirem com importados, Caiado fez duras críticas ao governo Lula, responsabilizando a gestão federal pela alta dos juros, risco de recessão e avanço da corrupção e do crime no país.
O candidato à Presidência da República pelo PSD, Ronaldo Caiado, comentou sua posição sobre um eventual apoio a um impeachment de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). "Toda e qualquer pessoa, de qualquer Poder, que tenha praticado um crime deve ser punida", afirmou, durante encontro com empreendedores e lojistas da região do Brás, no centro de São Paulo.
O ex-governador goiano afirmou também que a demanda contra as bets terá "a mão pesada do Caiado".
Representantes da Associação dos Lojistas do Brás declararam ao candidato serem contra as bets. Em resposta, Caiado afirmou que a aposta é como uma droga. "Então, essa demanda que está sendo feita aqui, terá a mão pesada do Caiado, como presidente da República, para poder combater essas bets no Brasil", declarou aos comerciantes presentes no encontro.
Caiado voltou a criticar a taxa de juros elevada. "Nós estamos caminhando para um processo de recessão em decorrência da irresponsabilidade do atual governo", declarou.
O candidato afirmou que a taxa de juros alta não é aceitável a longo prazo e que a crise está cada vez maior. O ex-governador de Goiás retomou suas críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT): "Um governo irresponsável, que realmente gastou de forma irresponsável. Corrupção cada vez maior, narcotráfico cada vez expandindo mais e a população cada vez mais limitada e vivendo a dificuldade", concluiu.
Caiado também concordou com os comerciantes presentes em relação a uma isenção da "taxa das blusinhas" para comerciantes brasileiros. "Se realmente se está dando isso aos empresários e ao Produto Interno Bruto da China, que seja dado ao empresário brasileiro", disse, ao defender a proteção aos comerciantes nacionais.