Apoiadores do presidente Lula realizaram um ato na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, e em outras capitais em reação ao resultado do primeiro turno eleitoral. A mobilização, liderada por movimentos sociais e parlamentares aliados, defendeu pautas como a democracia, o fortalecimento do SUS e o fim da escala de trabalho 6x1. Mesmo sem a presença do petista, o protesto reuniu grande público e ocupou todas as faixas da via central da capital federal.
BRASÍLIA - Apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) realizam manifestação na Esplanada dos Ministérios, região central de Brasília, nesta terça-feira, 13. Os manifestantes levavam bandeiras de defesa da democracia, do Sistema Único de Saúde (SUS) e do fim da escala 6×1. O ato vem após os eventos na Avenida Paulista e em Copacabana, ocorridos no último fim de semana.
Manifestantes vestiram vermelho e levantaram cartazes a favor de Lula, que não compareceu. Imagens nas redes sociais mostram um boneco do presidente em tamanho gigante e até uma estátua de Nossa Senhora Aparecida no ato.
A concentração começou às 16h, no Museu da República, com início da manifestação às 18h. À noite, os apoiadores acenderam as lanternas dos celulares para o ato.
Profissionais da saúde, estudantes e movimentos sociais capitanearam o evento. Políticos ligados a Lula como a deputada federal Erika Kokay (PT-DF), o deputado federal e ex-governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), e os deputados distritais Fabio Felix (PSol-DF) e Max Maciel (PSol-DF) marcaram presença.
A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) informou que é responsável pelo esquema de segurança do ato e que o público ocupou toda a via, com seis faixas, que leva à Esplanada dos Ministérios.
Manifestações pró-Lula também ocorreram em locais como Porto Alegre, Florianópolis e Largo da Batata (SP) nesta terça em reação ao resultado no 1º turno, no qual o presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) teve 47,03% e Lula, 45,16%. Diferente do ato na Avenida Paulista no sábado, 10, o candidato à reeleição não participou delas.
Na ocasião, Lula buscou votos de jovens e de idosos diante das alta taxa de abstenção na votação no 1º turno:
"Temos a obrigação de conversar com as pessoas que acham que não têm mais direito de votar. Os 60, 70 anos não transformam a pessoa em um inútil. Se a pessoa não votar por ela, ela tem filho, tem neto e tem a pátria dele para cuidar. Elas não podem permitir que os bandidos possam governar este País", afirmou.