Governador em exercício no RJ indica eleições indiretas após renúncia de Cláudio Castro

Neste formato, cabe à Alerj eleger o novo governador, sem participação direta dos eleitores

25 mar 2026 - 19h57
Governador em exercício do Rio indica eleições indiretas após saída de Castro: 'Total responsabilidade'
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Em meio à crise no governo estadual, o governador em exercício no Rio, Ricardo Couto de Castro, falou nesta quarta-feira, 25, no Tribunal de Justiça do Rio.

Ao abordar temas relacionados à gestão temporária à frente do Poder Executivo, o magistrado pregou cautela, responsabilidade e indicou que haverá eleições indiretas para o cargo, após a renúncia do então governador Cláudio Castro, na última segunda-feira, 23.

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"Tudo leva a crer, pelo conteúdo do julgado, que teremos eleições indiretas. Quero deixar bem claro que estou tomando o máximo de cautela. O meu dever é zelar para que a eleição flua de forma correta e que não haja nenhum tipo de questionamento”, explicou.

Couto, que é presidente do Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ), acrescentou que cabe a ele, no exercício da função, oficiar a eleição, ou seja, enviar ofícios para que a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) convoque o pleito. A decisão, no entanto, ainda depende de validação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), uma vez que há a possibilidade de a corte considerar que a renúncia de Cláudio Castro foi uma manobra para evitar a cassação. Caso isso aconteça, as eleições serã diretas, embora o desembargador considere tal cenário improvável. A situação é inédita no Estado do Rio.

“Estou comunicando a vacância para que a Alerj abra o processo. No entanto, para abrir o processo, a Alerj depende que o TSE explicite qual será a modalidade da eleição. Eu não tenho dúvidas de que será indireta”, afirmou. 

Cláudio Castro durante entrevista na sala do Palácio da Guanabara em 2023
Cláudio Castro durante entrevista na sala do Palácio da Guanabara em 2023
Foto: Pedro Kirilos/Estadão / Estadão

O governador em exercício também foi enfático ao dizer que deixará o cargo imediatamente após a Alerj eleger seu novo presidente, após a cassação do mandato de Rodrigo Bacellar (União) determinada pelo TSE, também nesta quarta-feira. “Eu me coloco temporariamente. A partir do momento que tenhamos o novo presidente da Alerj, eu volto às minhas atividades exclusivas na presidência do Tribunal”.

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Por fim, Ricardo Couto evitou destacar quais medidas adotará nas áreas da saúde e segurança. Segundo ele, diante das circunstâncias de transitoriedade, não há cabimento em tomar decisões que possam ser revertidas em curto prazo.

Fonte: Portal Terra
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