Flávio comemora decisão de Moraes e diz que vai visitar Jair Bolsonaro nesta terça-feira

Candidato do PL à Presidência foi proibido de ver o pai, que cumpre prisão domiciliar, após ter divulgado uma carta de cunho político escrita por Jair Bolsonaro

12 out 2026 - 14h30
Resumo
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, autorizou a retomada das visitas do senador e candidato a presidente Flávio Bolsonaro a seu pai, Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar. O contato estava suspenso desde julho por divulgação indevida de manifestação política. Flávio celebrou a decisão e marcou a visita para terça-feira, afirmando que o encontro terá caráter estritamente familiar, em respeito à proibição imposta pelo tribunal de tratar sobre temas político-eleitorais.

BRASÍLIA - O candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL) comemorou nesta segunda-feira, 12, a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes autorizando a retomada das visitas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que estavam proibidas desde julho.

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Flávio foi proibido de ver seu pai, que cumpre prisão domiciliar, após ter divulgado uma carta de cunho político escrita por Jair Bolsonaro. A conduta do senador foi interpretada como uma manobra para burlar a proibição de que o ex-presidente se manifestasse em eventos com caráter político-eleitorais.

Questionado sobre as decisões recentes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) relacionadas à campanha e sobre a votação sobre o fim da escala 6x1 no Senado, Flávio afirmou que não falaria sobre os assuntos nesta segunda.

Flávio Bolsonaro concedeu entrevista após missa na Catedral de Brasília, onde assistiu a uma missa em homenagem a Nossa Senhora Aparecida
Flávio Bolsonaro concedeu entrevista após missa na Catedral de Brasília, onde assistiu a uma missa em homenagem a Nossa Senhora Aparecida
Foto: Wilton Junior/Estadão / Estadão

Na decisão, Moraes colocou que a retomada das visitas deverá ocorrer "nos mesmos horários, condições e medidas de segurança anteriormente fixados, estando vedada a finalidade político-eleitoral e a divulgação de quaisquer manifestos ou declarações, inclusive por terceiros, independentemente do meio utilizado".

"Fiquei muito feliz que no dia de Nossa Senhora Aparecida é o dia em que eu estou novamente autorizado a visitar meu pai, vítima de uma injustiça", disse Flávio a jornalistas após assistir a uma missa na Catedral de Brasília, dia da padroeira do Brasil. "Pela decisão dele (Moraes) voltam as visitas regulares, não apenas como advogado, mas também como filho", acrescentou.

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Flávio disse que deverá visitar o pai nesta terça-feira, 13, pela manhã, em horário ainda não definido. Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado e outros crimes relacionados à trama golpista.

Flávio ao lado do vice na chapa, Alfredo Gaspar, na missa em homenagem a Nossa Senhora Aparecida na Catedral de Brasília
Foto: Wilton Junior/Estadão / Estadão

Questionado se vai tratar da campanha eleitoral com o pai e pedir conselhos, o senador afirmou que tinha que tomar cuidado com a resposta, "porque qualquer coisa é usada contra ele". "Vou conversar com ele na qualidade de filho", disse.

"Estou ansioso. São mais de três meses sem poder vê-lo, por uma decisão, obviamente, sem critério nenhum, sem nenhuma humanidade, sem nenhum amparo legal, na minha avaliação, apenas com o intuito de tentar separar um líder político de quem está concorrendo à Presidência da República; para separar o pai de um filho, que acho que é o mais grave", afirmou Flávio.

"Estou ansioso para dar um abraço forte nele, primeiro de tudo. Ver como está o rosto dele, como está o ânimo dele com tudo o que aconteceu, que eu só estou sabendo por terceiras pessoas. Espero olhar no olho dele, dar um abraço e espero que ele esteja feliz", completou.

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Flávio, que é evangélico, disse respeitar a fé de milhões de brasileiros. Ele foi convidado para a celebração católica na capital federal e compareceu ao lado da mulher, Fernanda, e de políticos aliados do Distrito Federal, além da coordenadora econômica de sua campanha, Daniella Marques, e do candidato a vice, Alfredo Gaspar (PL).

"Saio de um ambiente muito acolhedor. Somos todos cristãos", reforçou. O pároco da Catedral, padre Agenor Vieira, que citou Flávio Bolsonaro nominalmente na abertura da celebração, rezou "pelos governantes que tomarão posse em janeiro", e pediu que sigam o exemplo de Maria para buscar a harmonia no País.

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