Fachin rejeita pedido de Flávio Bolsonaro para afastar Dino de processos

Ação de suspeição contra o ministro havia sido proposta pela campanha do senador do PL

1 out 2026 - 16h57
(atualizado às 17h05)
Resumo
O presidente do STF, Edson Fachin, rejeitou o pedido do senador Flávio Bolsonaro para afastar Flávio Dino de processos ligados a ele e ao presidente Lula. O parlamentar alegava suspeição devido à atuação prévia de Dino como ministro da Justiça de Lula. Relator de ações sensíveis a ambos os lados políticos, Dino conduz inquéritos que envolvem o financiamento de uma cinebiografia de Jair Bolsonaro e uma apuração sobre suposto tráfico de influência de Lulinha, filho do atual mandatário da República.

BRASÍLIA - O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, rejeitou pedido da campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para afastar o ministro Flávio Dino das ações que lhe envolvem no âmbito da Corte.

O presidente do STF, Edson Fachin, rejeitou pedido dos advogados de Flávio Bolsonaro
O presidente do STF, Edson Fachin, rejeitou pedido dos advogados de Flávio Bolsonaro
Foto: Wilton Junior/Estadão / Estadão

A petição do parlamentar, que é candidato à Presidência, também requisitava que o ministro não atuasse em processos de interesse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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Flávio alegava que Dino é suspeito por, segundo ele, ter ligação com o petista, de quem foi ministro da Justiça.

Na última segunda-feira, 28, Lula ligou para o ministro enquanto estava em agenda pública em Belém. O ato marcava a assinatura de um projeto de lei de autoria de Dino que prevê regras para avaliar a qualidade de serviços de saúde prestados pela iniciativa privada.

Dino apresentou o projeto após uma tragédia familiar que sofreu em 2012. O filho dele, de 13 anos, morreu após ser internado por uma crise de asma em Brasília, e o ministro e a ex-esposa denunciaram mau atendimento. No ano passado, o ministro e a ex-esposa ganharam um processo na Justiça, que determinou uma indenização de R$ 1,2 milhão.

A chamada dele com Lula, no entanto, não ocorreu porque a ligação caiu antes que pudessem conversar.

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Atualmente, Dino é relator de ações em trâmite no STF com o potencial impacto sobre ambos os presidenciáveis. As principais são a investigação sobre a produção do filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Flávio arrecadou recursos para a obra com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, acusado de fraude de R$ 12 bilhões contra os sistema financeiro nacional.

Dino também tem sob sua relatoria um dos três inquéritos que apuram suposto tráfico de influência do filho mais velho de Lula, Fabio Luis da Silva, conhecido como Lulinha.

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